O Afreximbank tem à disposção 4,6 mil milhões de dólares para apoiar a economia angolana.
A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo seu irectir de Compliance. Idrissa Diop, que falava à imprensa à margem da apresentação da Plataforma de Pagamentos “AfPAY”, assegurou que estão dispostos a dar mais, e que estão prontos para financiar empregadores locais, seja a banca ou outras empresas corporativas, à semelhança do que fazem nos demais países africanos onde estão presentes.
Segundo Idrissa Diop, a intenção é expandir o portfólio do banco para 50 mil milhões de dólares.
“Angola é nosso comprador. Então, faremos o nosso melhor para forçar o país a estar no lugar que a África espera que Angola esteja”, disse o director de Compliance do Afreximbank.
A “Deployada” é a estratégia que será usada para expansão no mercado africano, através dos hubs regionais, em que Angola está coberta pelo Zimbabwe. A ideia é identificarem-se os maiores projectos para serem financiados em colaboração com o Governo, empresas locais e a banca.
“O Banco vai coolaborar tanto com a banca comercial, tanto com as empresas que operam em Angola, no sentido de juntos trabalharmos para alcançar esses objectivos a que nos fixamos, que é expandir a nossa carteira de negócios aqui em Angola e, naturalmente, no continente como um todo”, afirmou.
Plataforma AfPAY
O Afreximbank apresentou mesmo ontem, em Luanda, a plataforma “AfPAY”, que garante à banca africana acesso às finanças globais, a possibilidade de intercâmbio e transacções comerciais mesmo que lhe seja restringido o acesso aos bancos internacionais.
Com o objectivo de responder a uma necessidade específica em que o país esteja a enfrentar, mesmo quando as grandes instituições financeiras estejam a sair do continente pelos problemas que se conhecem, a AfPAY visa facilitar as entidades que operam em África a ter acesso ao mercado global.
O Afreximbank vai exercer o papel de intermediário, pelo uso da sua estrutura que é forte e aceitável a nível internacional, segundo o director de Compliance.
Idrissa Diop afirmou que o produto está a dar bons resultados, visto que possuem forte credibilidade, além de os bancos que deixaram o continente continuarem a trabalhar com a plataforma, devido à sua forte estrutura e processo de compreensão das necessidades financeiras e económicas da banca e dos utentes para ter acesso ao comércio internacional.
O serviço apresentado está enquadrado nos esforços de assegurar que a banca africana mantenha o propósito de fazer crescer as economias locais e, no caso específicvo de Angola, fazer o país participar dos objectivos da a Zona Continental de Livre Comércio Africano (ZCLCA ou AfCFTA na sigla inglesa).
Idrissa Diop disse ser Angola um grande país do continente com papel forte em África, razão pela qual a banca africana tem e pode auxiliar no alcance dos objectivos de todas as partes. O director de Compliance referiu ainda que o banco foi criado por africanos para servir o continente africano e apoiar o comércio internacional dos países africanos.
Banco BAI
O director do banco BAI, Jorge Silva, presente no evento, considerou tratar-se de uma oportunidade valiosa para o sistema bancário angolano o facto de o Afreximbank auxiliar no financiamento de projectos em que a banca não tem condições por si só. Também pela experiência, quer no capítulo de concessões de crédito, de acompanhamento de projectos, bem como no capital intensivo disponível para investir.





