Bancos de importância sistémica com mais de um milhão de clientes respondem por 44% do total Prestação de serviços, caixas automáticos e internet banking lideram motivos de insatisfação
O sistema financeiro angolano registou 51.670 reclamações de clientes em 2025, uma redução de 9,08% face ao ano anterior, segundo o Relatório Anual de 2025 do Banco Nacional de Angola (BNA). Apesar da descida global, a banca comercial concentrou 77,62% do total, com 40.107 processos.
A redução anual resultou sobretudo da queda acentuada nas reclamações relacionadas com cheques (-96,49%), cartões de débito (-74,12%), cartões de crédito (-60,26%), operações cambiais (-54,27%), mobile banking (-33,83%) e cartões pré-pagos (-32,93%). O BNA justifica que “estes resultados indicam, por um lado, a descontinuação do uso de cheques e melhorias na oferta e operacionalização dos produtos e, por outro lado, indicam serviços financeiros referenciados ao longo do ano”.
Dentro da banca comercial, os bancos de importância sistémica doméstica com mais de um milhão de clientes foram os que mais reclamações geraram: 22.883 processos, correspondendo a 44,27% do total do sistema financeiro. Os bancos sistémicos com menos de um milhão de clientes registaram 14.341 queixas (27,75%), enquanto os bancos não sistémicos receberam 2.883 reclamações (5,58%).
As instituições financeiras não bancárias somaram 11.563 processos, representando 22,38% do total.
As oito matérias mais reclamadas — prestação de serviços, caixas automáticos e TPA, internet mobile banking, contas de depósito à ordem, transferências, cartões de débito, mobile banking e crédito ao consumo — concentraram 89,23% dos processos recebidos pelo BNA.





