Presidente da República anuncia medidas de apoio urgente a empresas vandalizadas

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João Lourenço condenou os actos de vandalismo, denunciou o que chamou de sabotagem a economia e aplaudiu a actuação da polícia que, segundo ele, teve uma actualização no quadro das suas obrigações

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, na sua mensagem transmitida hoje, 1 de Agosto, à nação no âmbito dos últimos acontecimentos, anunciou que o executivo angolano decidiu aprovar, já na próxima segunda-feira, medidas de apoio às empresas atingidas pela onda de vandalismo.

“O objetivo principal dessas medidas é a mais rápida reposição de estoques e a manutenção dos postos de trabalho ameaçados”, disse. Esta decisão surge na sequência dos tumultos ocorridos no início deste semana no país, cujo epicentro foi a cidade de Luanda, que o Presidente descreveu como actos premeditados de destruição do património público e privado, assalto e pilhagem de estabelecimentos comerciais.

Na sua comunicação, o Presidente da República condenou veementemente os actos criminosos e lamentou a perda de vidas humanas e a destruição de bens. Ele sublinhou que os actos de vandalismo contra empresas e estabelecimentos comerciais privados só vêm desencorajar o investimento privado e, consequentemente, reduzir a oferta de bens e serviços, bem como de emprego para a população. “Tais actos foram interpretados como actos de sabotagem à economia, visando agravar ainda mais a situação social”.

Apesar de reconhecer que greves e manifestações são direitos constitucionais, João Lourenço, destacou que o que se assistiu foram “actos que foram além do protesto legítimo, incluindo ameaças e coação a cidadãos para não circularem ou se apresentarem ao trabalho, mesmo não sendo taxistas, a única classe que declarou greve”. Ele afirmou que as forças da ordem atuaram no quadro das suas obrigações, restabelecendo prontamente a ordem e normalizando a vida.

O Presidente expressou o pesar do governo pelas perdas humanas e feridos, agradecendo às forças da ordem, órgãos de justiça, profissionais de saúde, partidos políticos, igrejas e organizações da sociedade civil que condenaram a violência.

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