Oxford Economics: Rating de Angola continua à mercê de reformas e preço do petróleo

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A consultora Oxford Economics considerou hoje que a manuntenção do ‘rating’ de Angola pela Fitch Ratings mostra que a evolução da opinião sobre a qualidade do crédito soberano vai continuar dependente dos preços do petróleo.

“Resulta evidente que a última avaliação sobre a qualidade do crédito de Angola por parte da Fitch mostra que o ‘rating’ vai continuar à mercê da evolução dos preços petrolíferos enquanto tiver elevados níveis de dívida em moeda externa e uma sobredependência do crescimento económico assente no setor petrolífero”, escrevem os analistas do departamento africano desta consultora britânica.

Na análise à manutenção do rating em B-, com Perspetiva de Evolução Estável, divulgada na semana passada, a Oxford Economics aponta que “a agência de notação financeira, antes de subir o ‘rating’, vai precisar de ver uma redução da dívida mais profunda, consolidação orçamental, acumulação de reservas em moeda externa e melhorias na liquidez do dólar”.

Na semana passada, a Fitch anunciou que decidiu manter o rating de Angola em B- e a Perspetiva de Evolução em Estável, prevendo crescimentos de 1,8% e 2,2% neste e no próximo ano.

“O ‘rating’ de Angola reflete os fracos indicadores de governação, a elevada inflação, os elevados níveis de dívida pública em moeda externa e um dos mais altos níveis de dependência de matérias-primas entre os países avaliados pela Fitch Ratings”, escreveram os analistas na nota que dava conta da manutenção do rating em B-, abaixo da recomendação de investimento.

Na análise, os peritos desta agência de ‘rating’ detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions explicam que “estes dados são compensados pelas maiores reservas internacionais face aos seus pares, excedentes da balança corrente e riscos geríveis de pagamento da dívida devido a um ambiente positivo dos preços do petróleo nos próximos dois anos”.

Os analistas da Fitch apontam que o PIB de Angola deverá crescer 1,8% este ano e 2,2% em 2025, essencialmente devido à economia não petrolífera, depois de no ano passado o crescimento da economia ter sido de apenas 0,8%.

Ainda assim, apontam, “o crescimento económico será limitado pela elevada inflação, parcialmente devido à reforma dos subsídios aos combustíveis, e contínuas limitações na oferta interna de moeda externa”, escreve a Fitch Ratings, acrescentando que a subida dos preços deverá ser de 28%, em média, este ano, e 18% em 2025, o que compara com a média de 15,2% no ano passado.

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