Angola recebeu 14 dos 86 projectos apoiados pelo fundo social da Deloitte em 12 edições

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O PACT Fund financia projectos de instituições sem fins lucrativos em Portugal, Angola e Moçambique e abriu candidaturas à 13.ª edição até 2 de Novembro. Segundo o regulamento, cada projecto pode receber até 30 mil euros por ano, além de mentoria de profissionais da consultora.

Angola recebeu 14 dos 86 projectos apoiados pelo PACT Fund, o fundo de impacto social da Deloitte, ao longo de 12 edições, segundo a consultora. A proporção corresponde a 16,3% do total, segundo cálculos da Outside. A Deloitte abriu a 13.ª edição, com candidaturas até 2 de Novembro.

O programa abrange três países. Na 12.ª edição, cujos resultados foram anunciados em Dezembro de 2025, foram seleccionados sete projectos: quatro em Portugal, dois em Angola e um em Moçambique, segundo o Jornal Económico. A Deloitte indicou então que distribuiria mais de 200 mil euros pelo conjunto dos projectos, sem discriminar os valores por país.

Os acumulados divulgados permitem reconstituir a série. Até à 10.ª edição, o fundo tinha apoiado 73 projectos no total e 11 em Angola, segundo dados da Deloitte publicados em Outubro de 2024. Os números agora divulgados implicam que a 11.ª edição apoiou seis projectos, um dos quais em Angola, segundo cálculos da Outside.

Os dois projectos angolanos da última edição decorrem na província do Namibe, segundo o Pocnotícias. O TWETU, da Fundação Fé e Cooperação, forma professores do ensino primário e gestores escolares. O EYOVO, da Cáritas Portuguesa, trabalha a resiliência a riscos climáticos em Moçâmedes, através de formação em horticultura, transformação de alimentos e nutrição, e tem 3.450 beneficiários directos.

As duas entidades são organizações sediadas em Portugal. O regulamento permite que concorram a projectos em Angola tanto instituições portuguesas como instituições angolanas registadas ao abrigo do Decreto Presidencial n.º 195/15. A brochura do programa identifica outras entidades com projectos no país, entre elas a Leigos para o Desenvolvimento, a PEEP – Educar para Empreender e a escola comunitária da Paróquia de Santo Estevão, em Benguela.

A Deloitte não divulga o montante investido em Angola nem o total acumulado do programa. O regulamento da 13.ª edição fixa um máximo de 30 mil euros por projecto e por ano e deixa ao comité de avaliação a decisão de divulgar o montante global disponível. O pagamento é feito em três tranches, de 30%, 50% e 20%, ao longo da execução.

Os projectos devem enquadrar-se nas áreas da capacitação e da inovação social. Os candidatos seleccionados apresentam as propostas ao comité a 2 de Dezembro, e os resultados são anunciados em Dezembro. Cada projecto é também acompanhado por profissionais da Deloitte, que funcionam como mentores. Até à 10.ª edição, perto de 300 profissionais tinham dedicado mais de 2.500 horas ao programa, segundo a consultora.

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