As exportações angolanas de petróleo bruto registaram uma queda de 9,14% no primeiro trimestre de 2026, totalizando cerca de 86,8 milhões de barris, garantindo receitas na ordem dos 7,16 mil milhões de dólares norte-americanos, impulsionadas pela subida dos preços no mercado internacional.
Segundo referiu o secretário de Estado para os Petróleos, José Barroso, o desempenho reflecte uma contracção no volume exportado face ao quarto trimestre de 2025, bem como uma ligeira redução de 0,90% em termos homólogos, evidenciando constrangimentos na produção e oferta. Apesar disso, o preço médio de venda situou-se em 83,05 dólares por barril, acima da média internacional, permitindo uma “recuperação significativa” das receitas.
No mesmo período, o Brent datado atingiu um preço médio de 81,13 dólares por barril, representando uma subida de 27,3% em cadeia e de 7,3% face ao período homólogo de 2025. Este aumento sustentou um crescimento de 20,65% no valor bruto das exportações em relação ao trimestre anterior e de 10,18% comparativamente ao primeiro trimestre do ano passado.
A China manteve-se como principal destino do crude angolano, absorvendo 55,63% das exportações, seguida pela Índia (16,31%), Indonésia (5,75%) e França (4,17%), consolidando a predominância do mercado asiático.
A evolução dos preços foi influenciada por factores geopolíticos, com destaque para o agravamento das tensões entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, que condicionaram o tráfego no Estreito de Hormuz — corredor estratégico por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. As interrupções nas exportações do Golfo Pérsico e a redução da produção em países da região contribuíram igualmente para a pressão altista dos preços, compensando a queda no volume exportado por Angola.




