Bilhetes de voo custam acima dos três milhões de kwanzas

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As viagens de ida e volta na rota Luanda (Angola) – Lisboa (Portugal), no período de 24 de Dezembro (amanhã) até 3 de Janeiro de 2025 estão num mínimo de 1,9 milhões ao máximo de 3,6 milhões de kwanzas. O levantamento foi realizado pelo Jornal Economia & Finanças (JEF) junto das páginas na Internet das diferentes companhias sedeadas em Luanda.

Quem quiser comprar um bilhete (levantamento efectuado ontem), hoje, para a classe económica e com direito a duas malas de bagagem em porão e uma de mão, nas Linhas Aéreas de Angola (TAAG), paga 1.951.929,00 (Um milhão, novecentos e cinquenta e um mil, novecentos e vinte e nove kwanzas).

Para os voos directos, na rota Luanda – Lisboa – Luanda, é a tarifa mais baixa.

A outra companhia que realiza voos directos é a portuguesa TAP e está a cobrar 2.564.969,00 (Dois milhões, quinhentos e sessenta e quatro mil, novecentos e sessenta e nove kwanzas).

As outras transportadoras fazem no mínimo uma escala no país de origem e têm ainda assim preços mais altos, se comparados aos das ligações directas.

A Emirates, companhia dos Emirados Árabes Unidos, é excepção. Está a cobrar pelo bilhete, com escala de horas no Dubai, 1.245.883,00 (Um milhão, duzentos e quarenta e cinco mil, oitocentos e oitenta e três kwanzas). É a tarifa mais barata nesse período e a de menos horas de voo também entre as viagens de escala.

A alemã Lufthansa, também com uma escala em Frankfurt, tem o preço de 1.371 euros pelo bilhete, convertidos em 1.306.405,00 (Um milhão, trezentos e seis mil, quatrocentos e cinco kwanzas).

A Royal Air Maroc, que faz uma escala em Casa Blanca, está a cobrar pelo bilhete 1.545,09 euros, convertidos em Kwanza ao câmbio do dia, num valor de 1.473.160,00 (Um milhão, quatrocentos e setenta e três mil, cento e sessenta kwanzas). A Air France faz uma escala em Paris e tem o bilhete ao preço de 1.717.678,00 (Um milhão, setecentos e dezassete mil, seiscentos e setenta e oito kwanzas). O preço na pesquisa está em dólar no valor de 1.892,99.

Os preços mais altos estão nas companhias Brussels Airlines, KLM e Ethiopian Airlines.

No caso da Brussels, que faz uma escala por Bruxelas, o bilhete está no preço de 2.837,41 dólares. Este valor foi convertido em 2.574.635,00 (Dois milhões, quinhentos e setenta e quatro mil, seiscentos e trinta e cinco kwanzas). A KLM, dos Países Baixos, tem fixado um preço de 3.642,01 dólares, com escala em Amesterdão. O valor equivalente em kwanzas calculou-se em 3.304.711,00 (Três milhões, trezentos e quatro mil, setecentos e onze kwanzas).

A Ethiopian Airlines é a mais cara de todas as companhias levantadas, com uma escala em Adis Abeba, capital da Etiópia, e está a cobrar o equivalente em kwanzas a 3.683.482,00 (Três milhões, seiscentos e oitenta e três mil, quatrocentos e oitenta e dois kwanzas).

A época de Natal e fim de ano é também de muitas viagens de ida e volta para vários destinos.

Rota Luanda-Lisboa é a mais movimentada para a Europa

Em Fevereiro deste ano, uma informação da TAAG ao JEF dava conta que a rota Luanda-Lisboa-Luanda tinha transportado mais de 30 mil passageiros em 51 dias.

É, por si só, a rota internacional mais procurada e com ligações mais frequentes.

A TAAG – Angola Airlines foi fundada em 1938 e está baseada em Luanda, cidade capital. Por mais de 80 anos a TAAG tem vindo a conectar os angolanos através de ligações domésticas e internacionais. A TAAG é uma companhia líder do mercado de aviação em Angola, reconhecida globalmente e com um crescimento sustentado, disponibilizando, actualmente, 11 destinos domésticos e 13 destinos internacionais. Além do transporte de passageiros, a sua frota realiza, igualmente, o transporte de carga, um serviço cada vez mais essencial para o desenvolvimento do ecossistema local.

Manutenções

A companhia angolana de bandeira TAAG fez sair, recentemente, um anúncio a dar nota de que as operações de manutenção dos voos, a partir de Fevereiro de 2025 passam a cargo da Lufthansa Tecknic.

O anúncio foi feito dias depois de uma carta aberta do PCE, Nelson de Oliveira, a repudiar informações que davam conta de um eventual descuido com as manutenções das aeronaves.

“A Comissão Executiva da TAAG, a qual lidero, e o colectivo de trabalhadores da TAAG têm vindo a implementar um plano de transformação da Companhia, com mudanças e melhorias significativas a diversos níveis, como nos indicadores OTP (On-Time Performance) da nossa operação, renovação progressiva dos interiores das aeronaves, introdução de novos equipamentos na frota como o Airbus A220-300 e brevemente o Boeing 787 Dreamliner, em paralelo com alguns marcos históricos, como a transição faseada, e bem sucedida, para o Aeroporto Internacional, Dr. António Agostinho Neto. Importa por isso, transmitir confiança e assegurar a todos os nossos parceiros sobre a credibilidade da instituição e a capacidade dos seus profissionais, sendo que, a TAAG actua em total conformidade com as normas de segurança operacional, em alinhamento com as autoridades nacionais (ANAC), internacionais (ICAO), e similares”, lê-se.

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