O Governo angolano deve deixar de contrair mais dívida e começar a cortar as despesas, advertiu esta semana, em Luanda, Fáusio Mussá, economista chefe do Standard Bank para Angola e Moçambique.
Durante o terceiro Briefing Económico de 2023, sob o tema “Os Caminhos para a Recuperação Económica de Angola”, evento dirigido aos clientes e investidores para uma análise das perspectivas económicas do país, Fáusio Mussá incentivou Angola a promover áreas da sua economia que não eram prioridades, podendo assim arrecadar mais receitas, gerar crescimento económico e sustentabilidade fiscal.
“Angola tentou compensar a menor receita fiscal que tinha decorrente de uma queda na produção petrolífera com mais dívida. Se calhar, este é o caminho que Angola não deve seguir”, lembrou.
O economista chefe do Standard Bank para Angola e Moçambique entende que o país não pode apertar o sector privado, mesmo quando as condições são difíceis.
“É preciso acarinhar o sector privado, pois é o sector privado que vai contribuir para pagar mais impostos”, disse o responsável, referindo que Angola tem pautado pela disciplina fiscal.
Se fosse a depreciação da moeda que tivemos este ano, acrescentou ainda, Angola fecharia o ano com um défice fiscal “muito alto”.




