Secretário de Defesa dos EUA minimiza preocupações com bloqueio do Estreito de Ormuz

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Pete Hegseth afirmou que Washington “tem lidado com o problema” mas não apresentou cronograma nem plano concreto para reabrir a rota ao tráfego de petroleiros. Banco RBC Capital Markets alerta para ceticismo significativo sobre a capacidade operacional da Marinha norte-americana reabrir a passagem a curto prazo

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, minimizou nesta sexta-feira as preocupações com o bloqueio efectivo do Estreito de Ormuz, responsável por uma subida acentuada dos preços do petróleo desde o início do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, revelou o Times Brasil a 13 de Março, com base em reportagem original da CNBC Internacional. “Temos lidado com isso e não precisamos nos preocupar”, disse Hegseth em conferência de imprensa no Pentágono.

O secretário criticou reportagens que afirmavam que os militares norte-americanos não tinham um plano para reabrir o estreito antes do início do conflito, assegurando que o Pentágono havia antecipado o cenário. Porém, nem Hegseth nem o presidente do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, apresentaram detalhes sobre como os Estados Unidos pretendem restabelecer o tráfego de petroleiros e outras embarcações comerciais pela rota, segundo o Times Brasil. Quando questionado sobre o momento da reabertura, Hegseth declarou que “a única coisa que está impedindo o trânsito no estreito é o Irão a disparar contra navios.”

Sinais contraditórios entre membros do governo

Na manhã do dia anterior à conferência de imprensa, o secretário de Energia, Chris Wright, afirmou à CNBC que a Marinha norte-americana ainda não estava pronta para escoltar petroleiros pela região. Horas depois, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, indicou à Sky News que os Estados Unidos — possivelmente junto a uma coligação internacional — começariam a escoltar navios logo que fosse “militarmente possível”, segundo o Times Brasil.

A RBC Capital Markets alertou, em nota divulgada na mesma data, para um “ceticismo significativo” quanto à capacidade de a Marinha dos EUA operacionalizar um serviço robusto de escolta de petroleiros a curto prazo, citando limitações de capacidade e o facto de as capacidades militares do Irão representarem um desafio superior ao enfrentado pelos Estados Unidos durante as Guerras dos Petroleiros nos anos 1980, de acordo com o Times Brasil. A mesma nota apontou que um seguro de 20 mil milhões de dólares promovido por uma agência de desenvolvimento norte-americana para incentivar navios comerciais a transitar pelo estreito “não está a gerar muito entusiasmo”, por cobrir apenas parte das rotas marítimas e não incluir cobertura para vítimas ou danos ambientais.

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