Maior produtor aluvionar de diamantes do país inaugura infra-estrutura nos 30 anos de actividade Ministro dos Recursos Minerais apela a parcerias e diversificação para outros minerais
A Sociedade Mineira do Chitotolo (SMC) inaugurou nesta quinta-feira, 23 de Abril, na Lunda-Norte, uma nova Central de Recuperação e Processamento (CRP) avaliada em cerca de 9 milhões de dólares, que eleva a capacidade de tratamento de minério para aproximadamente 120 toneladas por dia — o equivalente a 60 metros cúbicos de concentrado de diamantes — rep resentando um aumento de cerca de 140% face à capacidade anteriormente instalada.
A inauguração integra as comemorações dos 30 anos da empresa, fundada em 1996 e actualmente o maior produtor aluvionar de diamantes em Angola. Segundo a SMC, a nova infra-estrutura permitirá eliminar constrangimentos no processo de tratamento, num contexto de existência de reservas aluvionares com teores de concentrado que podem atingir até 20%.
A central incorpora 15 máquinas Flow-sort TSXR Twin Stage, sistemas de separação granulométrica por diferentes classes, crivos de preparação, correias transportadoras, jet pumps e um sistema de monitorização por CCTV com recurso a inteligência artificial.
O presidente do Conselho de Gerência da SMC, Artur Gonçalves, afirmou que o projecto representa “um passo estruturante para o aumento da eficiência, melhoria da classificação do produto e reforço da valorização do diamante”.
“Esta nova CRP aumenta a capacidade de tratamento, melhora a recuperação e incorpora mais tecnologia, ao mesmo tempo que valoriza a segurança e as pessoas. É um marco que nos enche de orgulho”, acrescentou.
O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, presente na cerimónia, destacou o papel de Angola no cenário internacional dos diamantes e apelou aos intervenientes do sector mineiro para celebrarem parcerias estratégicas, diversificarem os investimentos para outros minerais e apostarem nas diversas áreas da exploração e lapidação.
Com a entrada em funcionamento da nova central, a empresa passa a dispor de condições para explorar de forma mais eficiente reservas anteriormente subaproveitadas, o que poderá contribuir para a extensão da vida útil da mina.




