NVIDIA lança novos modelos de inteligência artificial em código aberto para robótica, veículos autónomos e investigação biomédica

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Empresa apresentou na conferência GTC famílias de modelos dedicadas a agentes de software, sistemas físicos autónomos e descoberta de fármacos. Motor de simulação farmacêutica nvQSP regista desempenho até 77 vezes superior ao das simulações tradicionais em processadores convencionais

A NVIDIA anunciou a expansão das suas famílias de modelos de inteligência artificial em código aberto, cobrindo três áreas de aplicação — agentes de software, inteligência artificial física e investigação em ciências da saúde — num comunicado divulgado a 16 de Março à margem da conferência anual GTC, realizada em San Jose.

Na área dos agentes de software, a família Nemotron 3 inclui três novos modelos. O Nemotron 3 Ultra destina-se a aplicações empresariais de elevada exigência, como assistentes de programação e automatização de processos complexos. O Nemotron 3 Omni processa simultaneamente áudio, imagem e texto, permitindo extrair informação de vídeos e documentos. O Nemotron 3 VoiceChat suporta conversações em tempo real, combinando reconhecimento de voz, processamento de linguagem e síntese de fala num único sistema, segundo a NVIDIA. Empresas como a CrowdStrike, a Perplexity e a ServiceNow já adoptaram modelos Nemotron nas suas plataformas.

Robótica e veículos autónomos

Na área da inteligência artificial física, a NVIDIA apresentou três modelos destinados a sistemas autónomos. O Cosmos 3 é descrito como o primeiro modelo de fundação mundial a unificar a geração de ambientes sintéticos, o raciocínio sobre física e a simulação de acções, segundo a NVIDIA. O Isaac GR00T N1.7 é um modelo de raciocínio visual e acção concebido especificamente para robôs humanóides e declarado comercialmente viável para implementação real. O Alpamayo 1.5 destina-se a veículos autónomos, com suporte para múltiplas câmaras e orientação de navegação. Durante a conferência, o presidente executivo da NVIDIA, Jensen Huang, apresentou ainda o GR00T N2, modelo de próxima geração para robótica que, segundo a empresa, duplica a taxa de sucesso dos robôs em tarefas novas em ambientes desconhecidos face aos modelos concorrentes e está previsto para o final de 2026.

Investigação biomédica

Na área da saúde, a NVIDIA apresentou o Proteina-Complexa, modelo generativo para desenho de proteínas terapêuticas que visa acelerar a descoberta de fármacos. A farmacêutica Novo Nordisk, a Viva Biotech e a Manifold Bio já testaram experimentalmente proteínas geradas pelo modelo, segundo a NVIDIA. A empresa colaborou ainda com o Instituto Europeu de Bioinformática do EMBL, a Google DeepMind e a Universidade Nacional de Seul para expandir a base de dados AlphaFold de estruturas proteicas, adicionando 1,7 milhões de previsões de complexos proteicos de elevada confiança.

O motor de simulação nvQSP, concebido para investigação farmacêutica, registou em testes de referência desempenho até 77 vezes superior ao das simulações tradicionais em processadores convencionais, permitindo analisar centenas de dosagens e subpopulações de doentes no tempo que antes era necessário para simular apenas alguns cenários, de acordo com a NVIDIA.

Os modelos estão disponíveis no GitHub e no Hugging Face, bem como em plataformas de computação em nuvem seleccionadas.

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