O JPMorgan Chase, maior banco do mundo por capitalização de mercado, apresentou uma nova fase da sua plataforma de inteligência artificial (IA), a LLM Suite, que já é utilizada por cerca de 250 mil funcionários. A tecnologia, desenvolvida com base em modelos de linguagem de empresas como a OpenAI e a Anthropic, é actualizada a cada oito semanas e visa acelerar a digitalização de processos internos.
Em demonstração à CNBC, a ferramenta mostrou capacidade para elaborar, em segundos, apresentações financeiras que antes exigiam horas de trabalho de analistas juniores. A etapa mais recente, chamada de “IA agente”, foi concebida para executar tarefas complexas e multietapas, indo além da simples automatização de e-mails ou sumários.
Para o CEO Jamie Dimon, a meta é transformar o banco numa “empresa totalmente conectada por IA”, abrangendo desde a gestão de património até à detecção de fraudes. O plano inclui ainda a criação de assistentes personalizados de IA para funcionários e concierges digitais para clientes.
Executivos do banco admitem que a tecnologia poderá reduzir em pelo menos 10% o número de funcionários operacionais nos próximos cinco anos, diminuindo também a necessidade de banqueiros juniores. Especialistas alertam, no entanto, que a maioria das empresas ainda enfrenta dificuldades em obter retornos tangíveis da IA.
Apesar das reservas, o JPMorgan aposta que a adopção precoce da tecnologia garantirá ganhos de eficiência e reforçará a sua posição competitiva na banca global.





