Incumprimento no pagamento cai para níveis abaixo dos 30%

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Kilapis nas centralidades estão a reduzir, com moradores a serem incentivados a pagar dívida de forma faseada. Valor da dívida continua em segredo.

A percentagem de incumpridores no pagamento de habitações nas centralidades caiu para níveis abaixo dos 30%, depois da campanha de sensibilização lançada há dois anos pelo Fundo de Fomento Habitacional (FFH), apurou o Expansão junto desta instituição afecta ao Ministério das Finanças.

Na altura, os Kilapis, ultrapassavam os 60%, sobretudo nas centralidades de Luanda, com destaque para o Kilamba e o Sequele, as maiores do País.

“Volvidos quase dois anos desde que iniciámos a campanha, o grau de inadimplência reduziu significativamente, com realce para as centralidades do Kilamba e do Sequele, que estavam acima dos 60%. Hoje estão abaixo dos 30%”, disse ao Expansão Valdir de Sousa, director de comunicação do FFH.

Para este responsável, a campanha de actualização de dados e recuperação do crédito habitacional vai continuar, já que tem permitido ao FFH a continuidade de outros projectos habitacionais.

“O objectivo é levar o cidadão a consciencializar-se da obrigatoriedade de pagar as habitações, porque vai beneficiar outros cidadãos que ainda não têm casa. A regularidade do pagamento da renda resolúvel permite a conclusão de outros projectos. E nos próximos meses prevemos concluir mais 4 centralidades, com 212 apartamentos cada, nas províncias do Cuanza Norte, Lunda Sul, Malange e Zaire. Tudo com recursos próprios”, frisou.

No entanto, o valor da dívida dos moradores das centralidades continua no segredo dos deuses, já que até ao momento nenhuma instituição do Estado assumiu este montante, apesar de reconhecerem que a situação condiciona de certa forma a construção de outros projectos habitacionais sem recurso a dinheiro público.

“Falar de valores fica difícil, porque é um processo que está em constante actualização”, disse fonte do governo.

O Expansão apurou que, no grupos dos maiores devedores, estão os funcionários públicos, que são os principais beneficiados do Programa Nacional da Habitação. “A maioria das habitações pertence a funcionários públicos que têm sido contemplados pelas suas instituições. Sem medo de errar, posso afirmar que parte considerável da dívida é deles”, disse a fonte.

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