A Oferta Pública Internacional (OPI) para a cotação da Sonangol na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) constitui um sinal de encorajamento para as empresas nacionais e estrangeiras que pretendem abrir o seu capital ao público, de modo a consolidar a economia nacional e garantir maior estabilidade às taxas de câmbio de divisas pela moeda nacional.
A perspectiva foi avançada, ontem, em Luanda, pela presidente da Comissão Executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), Cristina Lourenço, quando falava na mesa-redonda da Sexta Edição da Conferência Angola Oil & Gas, cujo painel teve como título “Da Extracção à Expansão: Financiamento do Desenvolvimento do Petróleo & Gás em Angola”.
A gestora apresentou boas perspectivas em função dos ‘rodshows’ realizados a nível regional e pelo mundo, que permitiram aferir que os investidores internacionais estão ansiosos em comprar acções da Sonangol, cuja entrada em bolsa está prevista para o final de 2027, tendo em conta a sua função estratégica no sector Petrolífero, que ainda é o predominante na economia nacional.
A cotação em bolsa da Sonangol, no entender de Cristina Lourenço, deverá conferir ao mercado de capitais e economia nacional condições para atrair outras grandes companhias internacionais, mas também dará abertura para outras empresas locais que queiram obter as suas acções.
“Procuramos dar maior visibilidade à nossa Bolsa de Valores, numa altura em que a Oferta Pública Internacional da Sonangol e outras empresas que estão prestes a fazê-lo dará uma viragem positiva na percepção do risco relacionado com a gestão do câmbio da moeda nacional, permitindo uma melhor gestão dos seus fundos de investimento (hedge funds) perante os riscos inerentes ao câmbio das moedas”, realçou.
Questionada sobre as dificuldades no pagamento de dividendos devido às dificuldades no acesso às divisas, a gestora reconheceu que o ambiente já está melhor, tendo em conta que o sistema é centralizado e automático.





