Por: Mário Bragança- Economista
O Banco Angolano de Investimentos (BAI) tem demonstrado uma performance notável, e os resultados de 2025 são um reflexo claro da qualidade da sua gestão executiva, liderada por Luís Felipe Rodrigues Lélis. Segundo uma comunicação oficial à Comissão do Mercado de Capitais (CMC), revelada esta semana pela revista Economia & Mercado, o BAI fechou 2025 com um lucro recorde de 302 mil milhões de kwanzas, um crescimento de 100% (ou o dobro) em relação a 2024.
Este desempenho impressionante é apenas uma parte do quadro financeiro sólido que o banco tem construído. A margem financeira, por exemplo, aumentou em 48%, enquanto a margem complementar teve um crescimento de 127%, evidenciando o sucesso das suas estratégias de expansão de serviços.
A carteira de crédito líquido, um dos principais indicadores da saúde financeira de uma instituição, passou de 707 mil milhões de kwanzas para cerca de 1,3 biliões, reflectindo um aumento significativo da concessão de crédito e da aproximação às necessidades do mercado. Além disso, os recursos totais de clientes cresceram para 3 797 mil milhões de kwanzas, com um rácio de transformação de crédito para depósitos em cerca de 43,4%.
Os resultados notáveis da gestão de Luís Lélis não se ficam por aqui. O desempenho da acção do BAI na BODIVA, onde o banco registou um aumento de 61% no preço dos títulos em 2025, consolidou também o banco como a opção mais atractiva para investidores. A rentabilidade dos activos e os indicadores de eficiência operacional também se destacaram, com um Retorno sobre o Capital Próprio Médio (ROAE) anualizado de 36,6% e um rácio de eficiência melhorado para 34,5%. Além disso, a adequação de capital do BAI permaneceu sólida, com 26,22% de fundos próprios regulamentares, um valor que reforça a sua capacidade de absorver riscos e sustentar o crescimento contínuo.
Este forte desempenho é igualmente reconhecido por entidades externas e independentes. No final do ano passado, a consultora internacional de análise financeira Edison Investment Research já tinha destacado a posição de liderança do BAI em termos de activos, investimentos e depósitos. Num relatório independente, a consultora, que tem base em Londres, Nova Iorque e Frankfurt, elogiou a actual gestão do BAI por ter levado o banco a consolidar-se como líder em Angola quanto a activos totais, investimentos e depósitos, e também pela sólida capitalização do BAI e a sua rápida expansão, que permitiram aumentar o número de clientes activos para 2,7 milhões até o primeiro semestre de 2025, criando oportunidades concretas para aumento e diversificação dos créditos concedidos. Confirmou ainda o “desempenho histórico” e o “potencial futuro” do BAI na bolsa angolana.
Estes números do BAI em 2025, com um crescimento de 100% no lucro e a expansão em diversos indicadores-chave, são, sob qualquer ponto de vista de análise, um reflexo da liderança estratégica, que tem conduzido a instituição com uma visão clara e focada nos objectivos de longo prazo. A consistência e o rigor na execução das suas políticas são elementos que têm contribuído decisivamente para o fortalecimento da posição do banco no mercado financeiro angolano e para a confiança renovada dos seus investidores.
Com resultados sólidos e uma estratégia de crescimento sustentável, reconhecida a nível nacional e internacional, o BAI continua a se afirmar como um dos pilares do sistema bancário de Angola, evidenciando a importância de uma gestão eficaz para alcançar sucesso em mercados onde os desafios são assumidos por gestores eficientes e com visão, como oportunidades únicas de alto impacto no crescimento empresarial e do sistema financeiro do país.





