O capital de investimento das empresas diamantíferas nacionais, no primeiro semestre de 2025, totalizou 216,2 milhões de dólares, destinados ao aperfeiçoamento de equipamentos, formação de técnicos e contratação de mão de obra, enquanto as despesas fiscais absorveram mais de 171,4 milhões de dólares.
A produção diamantífera, no segmento industrial referente ao primeiro semestre de 2024, situou-se nos 6,8 milhões de quilates, face aos recuperados 5, 5 milhões no período homólogo de 2024, ao passo que o segmento semi-industrial a produção saldou-se em 11.074 quilates face aos 18.028 em igual período do ano passado.
Em termos globais, no período em referência, o país registou a recuperação de um total de 6 833 077 quilates, ou seja, um crescimento na ordem de 23 por cento em comparação com o primeiro semestre de 2024, em que foram recuperados 5 554 120, quando o Plano de Desenvolvimento Nacional projectava a média de 6 873 276 quilates.
As estatísticas constam do relatório de contas da Endiama, cujas métricas deixam antever a perspectiva de terminar o presente exercício com uma safra total de 14, 8 milhões de quilates, na sequência do resultado histórico de 14 milhões quilates no segmento industrial e 32 346 no semi-industrial registados em 2024.
Quimberlitos
A produção de quimberlitos no primeiro semestre do presente exercício saldou-se num total de 6.240.213 quilates, dos cerca dos 2 932 911 previstos no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN),o que representa um crescimento na ordem dos 28 por cento em comparação com o primeiro semestre de 2024.
Entre as mais profícuas, sobressai a sociedade Mineira de Catoca , cujas estatísticas revelam a recuperação de um volume estimado em 3 699 200 quilates, contra os 2 634 391 quilates da sua produção prevista no PDN 2025, ou seja, um incremento de 24 por cento em comparação com 2024, em que os resultados globais se situaram em 2 979 851 quilates.
No mesmo período, a Sociedade Mineira de Luele recuperou 2 475 141 de quilates, face aos 3 137 581 quilates que o PDN estipulou como meta até Dezembro, um indicador da sua consolidação no mercado em cerca de dois anos após o arranque das operações, sendo que, no período homólogo em 2024, foi responsável pela recuperação de 1 837 743, o que configura a curva ascendente de 35 por cento em termos de produção.
A produção em quimberlítica na primeira metade do exercício 2024 ficou ainda marcada pelo excelente desempenho da Sociedade Mineira de Kaixepa a dar um contributo de 65 872 em diamantes brutos de origem kimberlítica, quando a previsão no PDN apontava para uma média de 78 647 no 1.° semestre, depois de o ano transacto os seu resultados fixarem-se em 49 547 quilates.
O projecto Lunhinga , por razões internas, foi o menos profícuo no segmento industrial, com uma produção quase nula nos primeiros seis meses do ano em curso, numa altura em que se acreditava alcançar uma safra de 82 294 quilates, depois de ter atingido 26 574 no ano transacto.
Aluviões
Por seu turno, a produção a nível dos aluviões foram recuperados 592 864 quilates, de um total de 940 365 previsto no PDN, ao passo que o 1.º semestre de 2024 foram produzidos 642 376, com as sociedades do Cuango a recuperar 154 047 quilates e o Chitotolo a arrecadar 141 201.
Neste segmento, são ainda empresas operantes as sociedades de Calonda, Cassanguide, Cunguvi, chissema, furi, Luachimo, Luembe, Lulo, Luminas, Moquita, Mucucuanza, Somiluana, Tchegi, Uari- Cambange, Yetwene, Chitembo Tchalaza, C.K.K, Mussende C. MINING, Sombo Próspero.





