Mais de mil milhões de kwanzas foram desembolsados pelo Standard Bank, para o apoio às pequenas e médias empresas angolanas através do produto Flexcredit, lançado em 2023.
A informação foi avançada pelo director Executivo da Banca de Empresas, Fernando Chivinda, durante o I Fórum Conexões Logísticas sob o tema “União que Transforma: Agro e Logística para o Crescimento Sustentável de Angola”.
O gestor contou que a aposta da instituição visa a redução da burocracia e a criação de soluções adaptadas às necessidades específicas de cada sector Económico.
Segundo o responsável, o Flexcredit é um produto concebido para responder ao desafio do financiamento, identificado por muitos empresários como um dos principais entraves do crescimento.
“Com base no volume de transacções que os clientes realizam com o Banco, podem ser elegíveis para até 200 milhões de kwanzas, sem exigência de colaterais e com documentação simplificada”, explicou.
Desde a fase piloto, iniciada no ano passado, cerca de 100 empresas já beneficiaram do produto, com limites iniciais de até 50 milhões de kwanzas, entretanto ampliados para 200 milhões.
Fernando Chivinda sublinhou que o modelo de sectorização do Standard Bank, com equipas especializadas para cada ramo, permitiu alcançar resultados positivos.
“Mesmo para esse produto específico, o nível de incumprimento é inferior a 1 por cento, sendo que, na carteira de agro-negócio, não temos qualquer caso de incumprimento”, frisou.
Para o responsável, o Flexcredit não é apenas uma linha de financiamento, mas uma ferramenta de inclusão financeira que fortalece o tecido empresarial nacional.
“Com essa solução, ajudamos as empresas a crescer, a enfrentar os desafios da logística e a investir na modernização dos seus negócios. O nosso compromisso é continuar a criar valor para os clientes e para a economia angolana”, salientou.
Sector Agrícola
Fernando Chivinda explicou que no sector Agrícola, em que a logística representa uma das parcelas mais elevadas do custo de produção, o apoio do Banco tem sido determinante, através do qual a estratégia de financiamento contempla as três dimensões críticas da logística, infra-estruturas globais, transporte e armazenamento.
“Temos participado em projectos em colaboração com o Ministério das Finanças, dos Transportes e do Planeamento, e começámos a expandir para iniciativas fora do perímetro tradicional”, disse.
O Banco, disse, tem também desenvolvido instrumentos para apoiar empresas em momentos de défice de liquidez, dentre os quais está o desconto de facturas, que permite transformar serviços já prestados em liquidez imediata.





