Num sector cada vez mais pressionado pelos diamantes sintéticos, o presidente do Conselho de Administração da Endiama, José Ganga Júnior, defendeu que o futuro da Catoca passa pela rastreabilidade total dos diamantes e pela diversificação mineral, incluindo ouro, de forma a garantir maior resiliência e sustentabilidade.
Intervindo na Expo Catoca – 30 anos, o gestor alertou que o mercado global já se encontra “quase 50/50” entre diamantes naturais e sintéticos, exigindo uma resposta estratégica para preservar o valor do produto angolano.
Segundo Ganga Júnior, cada diamante extraído deve passar a ter um “certificado de nascimento”, demonstrando que contribui directamente para o financiamento da saúde, da educação e do desenvolvimento social em Angola. O responsável acrescentou ainda que Catoca tem reservas até mil metros de profundidade, o que permitirá prolongar a exploração para além de 2035, horizonte actual do plano de lavra.





