As primeiras 867 toneladas de ferro gusa produzidas no Cuando Cubango são exportadas hoje

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Um comboio dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes (CFM) com 867 toneladas de ferro gusa, produzido no Cuando Cubango, seguiu na manhã deste sábado para o porto comercial do Namibe, a fim de ser exportado para os principais mercados internacionais, com realce para os Estados Unidos da América, Europa e Ásia.

Trata-se da primeira transportação de lingotes de ferro gusa na história da Companhia Siderúrgica do Cuchi (CSC) em Angola, um projecto que vai impulsionar o desenvolvimento sustentável da diversificação da economia do país, em particular da província do Cuando Cubango.

Em declarações à ANGOP, o director geral da produção da companhia, Wilton dos Reis Oliveiras, assegurou que 864 toneladas de ferro gusa foram produzidas na fase experimental, que teve início no princípio do mês de Maio do ano em curso.

Disse que até agora foram construídos, para sustentação da fabricação do ferro, 960 fornos, com capacidade para a produção, cada, de mais de cinco mil e 500 metros cúbicos de carvão vegetal por semana.

Referiu que este processo inicial oscila nos 150 a 200 toneladas/dia, até atingir a máxima, fixada em 300 toneladas/dia.

Até ao momento, já foram investidos mais de 50 milhões de dólares norte-americanos, desde a construção da fábrica, exploração da mina de ferro bruto, movimentação da linha ferroviária, entre outros investimentos.

Implantada numa área de mais de dois mil hectares, a companhia criou, numa primeira fase, mil 200 postos de trabalhos directos e indirectos, dos mais de cinco mil directos previstos até à fase terminal.

Trata-se da segunda maior indústria de género no mundo, depois do Brasil, assim como é o segundo país na fabricação de ferro gusa com a utilização de energia renovável. A Rússia e a Ucrânia são outros países que fabricam, mas através da utilização do combustível fóssil.

Actualmente uma tonelada deste minério está cotada no mercado internacional entre 300 a 400 dólares.

Com o ferro gusa em líquido, detalhou, Angola fará a fundição, a transformação em aço e com subprodutos contribuir na indústria sementeira, na correcção dos solos e adubo, para actividade agrícola, porquanto nada proveniente da indústria será desperdiçada.

Assegurou que o aumento da empregabilidade, sobretudo juvenil, terá lugar com a construção dos dois alto-fornos e o próprio aumento da produção, que está assente na reserva mineral suficiente de mais de 50 anos, numa altura em que o processo de reflorestamento já teve início dentro do CSC.

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