Ministério das Finanças relança Portal do Investidor para acesso digital a Obrigações do Tesouro

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Plataforma gerida pela Unidade de Gestão da Dívida Pública permite simular rentabilidade e adquirir títulos do Estado de forma inteiramente digital. Acesso exige conta de custódia na CEVAMA através de intermediário financeiro autorizado.

O Ministério das Finanças anunciou hoje o relançamento do Portal do Investidor, plataforma digital destinada à aquisição de Obrigações do Tesouro angolanas por investidores individuais e institucionais. A iniciativa é gerida pela Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGD) e posiciona-se como um instrumento de reforço da inclusão financeira e de desenvolvimento do mercado de capitais nacional.

A plataforma, acessível em www.portaldoinvestidor.minfin.gov.ao, oferece três funcionalidades centrais: simulação prévia de rentabilidade, disponibilidade permanente e um processo de aquisição descrito pelo Ministério como “seguro e fiável”. Através do portal, o investidor participa directamente no Mercado Primário de dívida pública, contribuindo para o financiamento do Estado angolano.

O acesso à plataforma implica o cumprimento de quatro requisitos cumulativos: número de identificação fiscal válido e actualizado, conta bancária activa numa instituição comercial em Angola, conta de custódia activa junto da Central de Valores Mobiliários de Angola (CEVAMA) — obtida através de uma Sociedade Distribuidora ou Corretora de Valores — e endereço de correio electrónico activo para efeitos de comunicações e notificações.

A exigência de conta de custódia na CEVAMA implica que o investidor mantenha uma relação prévia com um intermediário financeiro autorizado, o que coloca o acesso ao portal dependente da rede de corretoras e distribuidoras supervisionadas pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC). Este requisito, comum em mercados de capitais estruturados, visa garantir rastreabilidade das posições e conformidade regulatória, mas representa uma barreira de entrada que limita o alcance imediato da plataforma aos investidores já integrados no sistema financeiro formal.

O comunicado não divulga dados sobre o volume de emissões previstas para 2026, as maturidades disponíveis, as taxas de juro indicativas nem o número de utilizadores registados na versão anterior do portal. O Ministério das Finanças não disponibilizou igualmente informação sobre o investimento realizado na requalificação da plataforma nem sobre as melhorias técnicas introduídas face à versão precedente.

O relançamento do portal insere-se num contexto de esforço continuado de desenvolvimento do mercado de capitais angolano. A BODIVA — Bolsa de Dívida e Valores de Angola — constitui o mercado secundário onde as Obrigações do Tesouro são transaccionadas após a emissão, sendo a liquidez desse mercado secundário um factor determinante para a atractividade dos títulos adquiridos através do portal junto de investidores que pretendam desinvestir antes da maturidade.

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