O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás informou, quinta-feira, em Luanda, que o mercado nacional de lubrificantes movimentou, nos últimos anos, em média, mais de 50 mil toneladas métricas, correspondentes a um volume de negócios de aproximadamente 150 milhões de dólares.
Diamantino Azevedo discursava na abertura de um encontro com representantes dos bancos comerciais, denominado “Café com a Banca”, sob a égide do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP, durante o qual foram aflorados aspectos inerentes aos cânones da eficiência do mercado, tendo reconhecido que as actuais métricas ainda deixam muito a desejar, razão pela qual recomenda a união de sinergias entre as partes envolvidas na cadeia no sentido de colmatar as insuficiências.
A existência de apenas uma unidade fabril com capacidade instalada de 17,6 mil toneladas métricas e uma unidade de refinação de óleos lubrificantes, cuja capacidade não ultrapassa as 283 toneladas métricas(ambas a cobrirem menos de 20 por cento do volume comercializado), são algumas das limitações apontadas pelo ministro.
Diamantino Azevedo realçou a importância do “Mid & Downstream” (actividades de refinação, Logística, Distribuição e Comercialização dos produtos petrolíferos), em função do papel crucial destes segmentos no desenvolvimento do sector Energético, em particular, e para a economia do país, em geral.
O titular da pasta do Mirempet deu a conhecer que o sector enfrenta desafios transversais, tais como a reduzida capacidade de produção, a elevada dependência das importações, assim como o fraco interesse às oportunidades de investimento em infra-estruturas.
Diamantino Azevedo não perdeu de vista, na sua abordagem, a quase nulidade de produtos e serviços financeiros especializados para o sector, assim como a grande pressão e escassez de divisas na banca comercial entre as preocupações mais expressivas.
A participação da banca no Sector dos Derivados do Petróleo, de acordo com o ministro, não apenas viabilizam obras físicas (refinarias, logística, postos), mas desencadeiam um efeito dominó que vai da arrecadação de impostos à estabilidade social através do emprego.
“O IRDP convida-nos a dar uma atenção especial e mais cuidada ao mercado de lubrificantes, uma actividade do segmento do Downstream, que, talvez por não ser tão notável, como são os combustíveis líquidos e gasosos, acaba por ser, de alguma forma, preterido, quer por investidores, quer por financiadores”, alertou o ministro Diamantino Azevedo.
Incentivos
A prática do regime de preços livres, aliada à liberalização de toda a sua cadeia de negócio, desde a produção, importação, armazenamento, distribuição e comercialização, configuram um dos maiores incentivos neste mercado, segundo o ministro.
Diamantino Azevedo chamou ainda atenção para a “grande oportunidade” que o mercado de lubrificantes oferece às empresas angolanas na criação de valores sustentáveis para o economia.
“Que este momento seja uma rampa de lançamento para interacção contínua entre as empresas do segmento de lubrificantes e a Banca na promoção de financiamentos, facilidade de acesso aos meios de pagamento interno e externo, bem como a capitalização das empresas e expansão dos negócios”, augurou.
Desafiou o IRDP e os bancos comerciais a promoverem a competitividade no mercado, com vista a maximizar a representatividade da produção nacional de lubrificantes sobre o consumo.
“As empresas devem ser ousadas na elaboração e apresentação de projectos ambiciosos que garantam a vossa sustentabilidade, do sector e da economia, não tenham receio de crescerem para a cobertura do país e além-fronteiras, onde há um mercado ainda maior e ávido de produtos petrolíferios”, exortou o ministro Diamantino Azevedo.





