Porto do Lobito dá início ao processo de dragagem

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O processo de dragagem de profundidade da Baía do Porto do Lobito arrancou, sexta-feira, nos cais Norte e Sul, a cargo da empresa angolana Geoserveys, a fim de permitir a atracagem de navios de grande porte.

A intervenção abrange uma área estimada em 140 mil metros quadrados, com um volume aproximado de 90 mil metros cúbicos de material dragado, permitindo restabelecer as quotas operacionais de 14, 7 metros no Terminal de Contentores e 11,5 metros no Cais Norte e Sul.

A empreitada, com a duração prevista de 3 meses, vai ser executada com rigor técnico e acompanhamento permanente de salvaguarda da continuidade operacional.

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, afirmou que se trata de uma intervenção estratégica que reafirma o compromisso da empresa com a modernização contínua das infra-estruturas portuárias e com o reforço da competitividade do Porto do Lobito enquanto Plataforma Logística estruturante para Angola e a região da África Austral.

“Estamos perante uma dragagem de manutenção destinada à reposição de fundo nas zonas Norte, Sul e Este dos Cais Terminais do Porto do Lobito”, assegurou.

Este passo, destacou Celso Rosas, constitui um momento de grande relevância para o Porto do Lobito, dando início ao processo de dragagem dos seus terminais, incluindo os terminais da ALT em que fundamentalmente vai incidir esta obra.

Segundo o responsável, esta acção cria condições objectivas para a melhoria da navegabilidade, com a finalidade de receber navios de maior porte e para o aumento da eficiência operacional, reforçando a atractividade do Porto do Lobito junto dos armadores e do operador logístico.

 Mais do que uma intervenção técnica, destacou, esta obra demonstra o compromisso da autoridade portuária com a valorização e promoção dos seus terminais, criando bases sólidas para o crescimento do negócio portuário, a captação de novas linhas marítimas e o aumento sustentado do volume de carga.

A directora do Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana em Benguela, Elizabeth João, presente no evento, considerou a dragagem uma mais-valia, na medida em que vai atrair novos investimentos, sobretudo para aqueles navios com maior capacidade, que poderão, também, atracar no porto.

Para a responsável, as obras vão agregar mais emprego e contribuir para o desenvolvimento da economia local.

Elizabeth João informou que o sector dos transportes é dinâmico e com essa iniciativa o arranque da obra vai alavancar a economia e o desenvolvimento.

Por sua vez, o coordenador da Dragagem, João Simões, assegurou que a previsão é remover cerca de 5 mil metros cúbicos de material por dia, operando no turno das 5h00 às 20h00. A empreitada de profundidade do cais prevê um total de 90 mil metros cúbicos, sendo caracterizada como a maior dragagem de manutenção já realizada no local. O processo tem como meta repor a profundidade necessária para as operações portuárias e aumentar ligeiramente o fundo em áreas específicas, focando principalmente na zona de atracação dos navios.

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