Aeronave de 137 lugares reforça conectividade intra-africana e reduz emissões de CO₂ em linha com estratégia de sustentabilidade da transportadora nacional
A TAAG Linhas Aéreas de Angola recebeu hoje a quinta aeronave do modelo Airbus A220-300, com matrícula D2-TAK, numa operação que acelera o processo de modernização da frota previsto no Plano Estratégico 2024-2029 da companhia e reforça capacidade para rotas regionais africanas onde a transportadora nacional tem registado crescimento de procura.
A aeronave, baptizada “Mbanza Congo” em homenagem à antiga capital do Reino do Congo e actual cidade classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, aterrou no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto e entra em operação comercial nas próximas semanas, segundo a transportadora.
O A220-300 tem capacidade para 137 passageiros distribuídos por 12 lugares em classe executiva e 125 em classe económica. A TAAG destaca que o modelo oferece “menor consumo de combustível face a gerações anteriores” e “redução significativa de emissões de CO₂”, sem contudo revelar dados comparativos concretos de eficiência energética ou metas quantificadas de redução de pegada ambiental.
Aposta em rotas intra-africanas
A companhia afirma que os cinco Airbus A220 já recebidos têm sido utilizados prioritariamente para “reforço da conectividade intra-África”, ligando Angola a “múltiplas cidades e regiões do continente (Austral, Oriental e Oeste de África)”, numa estratégia de expansão regional que visa capitalizar o crescimento do tráfego aéreo africano, estimado em 7% ao ano pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
A TAAG opera actualmente rotas para destinos como Joanesburgo, Cidade do Cabo, Harare, Kinshasa, Accra, Lagos e Adis Abeba, entre outros, procurando consolidar posição como transportadora de referência em mercados onde enfrenta concorrência crescente de companhias como Ethiopian Airlines, Kenya Airways e South African Airways.
A escolha do nome “Mbanza Congo” para a aeronave insere-se numa prática da TAAG de baptizar aviões com referências culturais e históricas angolanas, numa estratégia de posicionamento de marca que valoriza identidade nacional. Mbanza Congo, localizada na província do Zaire, foi centro político e espiritual do Reino do Congo entre os séculos XIV e XIX e foi classificada pela UNESCO em 2017 como Património Mundial devido ao seu significado histórico e vestígios arqueológicos.
Renovação de frota em curso
A recepção do quinto A220-300 dá continuidade ao processo de substituição de aeronaves mais antigas por modelos de nova geração, embora a TAAG não tenha divulgado calendário detalhado de entregas futuras nem número total de unidades encomendadas ao consórcio europeu Airbus.
O Airbus A220, anteriormente conhecido como Bombardier CSeries antes da aquisição pela Airbus em 2018, é fabricado no Canadá e posiciona-se no segmento de aviões de corredor único para rotas de curta e média distância, competindo directamente com modelos como o Boeing 737 MAX e o Embraer E-Jet E2.
A transportadora angolana tem enfrentado desafios financeiros recorrentes e passou por processo de reestruturação nos últimos anos, incluindo redução de pessoal e renegociação de dívidas, no âmbito de esforços para recuperar sustentabilidade operacional e posicionar-se como empresa competitiva no mercado africano de aviação comercial.





