A Angonabeiro, empresa do Grupo Nabeiro a operar nos sectores do comércio e da indústria em Angola, registou em 2025 um volume de negócios de cerca de 29,9 mil milhões de kwanzas, representando um crescimento de 13,3% face ao ano anterior, num desempenho sustentado pela consolidação do mercado interno, pelo reforço da produção local e pela retoma gradual das exportações de café.
De acordo com dados divulgados pela empresa, as exportações atingiram aproximadamente 1,4 mil milhões de kwanzas, reflectindo a estratégia de internacionalização do café angolano, com presença em mercados como França, Suíça, Cabo Verde, Senegal e Brasil.
O director-geral da Angonabeiro, Rui Gonçalves, sublinha que os resultados obtidos reflectem uma trajectória de crescimento sustentado, ancorada no reforço da capacidade produtiva instalada no País, na valorização do capital humano e numa aposta contínua na qualidade e inovação. A empresa emprega actualmente 106 trabalhadores, contribuindo de forma directa para a dinamização da economia urbana e industrial.
No plano estrutural, a Angonabeiro tem vindo a investir na revitalização da cadeia do café, através da recuperação de infra-estruturas, formação técnica e apoio directo a produtores nacionais. Segundo a empresa, mais de 40 mil famílias já beneficiaram deste modelo, assente na compra de café verde a grandes, médias e pequenos agricultores, garantindo escoamento da produção e melhoria dos rendimentos no meio rural.
A unidade industrial do Grupo Nabeiro em Luanda — a única fora de Campo Maior, em Portugal — desempenha um papel central nesta estratégia. A fábrica dispõe de linhas de torrefacção, embalamento de café em grão e moído e produção de cápsulas, com uma capacidade anual superior a 400 toneladas de café torrado e até 10 milhões de cápsulas, reforçando a substituição de importações e o valor acrescentado local.
Paralelamente, a empresa reforçou em 2025 a sua presença no retalho nacional, através das Feiras Angonabeiro, uma iniciativa itinerante que visa aumentar a visibilidade das marcas, estimular o consumo e aprofundar a relação com os consumidores. Para 2026, a empresa prevê uma expansão destas acções, em alinhamento com a estratégia de consolidação no mercado angolano.





