O potencial do sector mineiro e petrolífero representa o motor para a diversificação da economia do país, pelo vasto património geológico e de derivados do petróleo, afirmou, ontem, em Ondjiva, Cunene, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.
Diamantino Azevedo, que falava na abertura da XI Reunião do Conselho Consultivo do MIREMPET, que decorreu sob o lema “Recursos Minerais, Petróleo e Gás, do potencial ao desenvolvimento estratégico”, disse que diante dos diversos desafios enfrentados, o Executivo tomou esta decisão estratégica, com o intuito de dinamizar a actividade produtiva e criar um ecossistema favorável ao crescimento do sector.
O governante referiu que o país se comprometeu em aumentar a produção nos sectores de petróleo, minerais e gás, para o crescimento a longo prazo, a integração dos sectores de hidrocarbonetos e mineiro, de forma a acelerar as infra-estruturas partilhadas e realizar investimentos colaborativos para impulsionar o desenvolvimento intersectorial.
As actuais acções de prospecção e exploração de minerais em curso, em várias regiões do país, referiu Diamantino Azevedo, confirmam o elevado potencial geológico de Angola, com destaque para o lítio, cobre, ouro e terras raras.
O ministro explicou que o país atravessa uma fase de crescimento no sector dos petróleos, resultante das reformas estruturais implementadas desde 2020, dada a confiança crescente dos investidores internacionais.
O governante referiu que a conjugação dos resultados de estudos geológicos em curso permitem determinar a viabilidade económica destas descobertas, tendo destacado o posicionamento de Angola entre os principais produtores de diamantes do continente africano.
Diamantino Azevedo destacou várias acções em curso, no período de 2023 a 2027, tais como o Programa de Desenvolvimento e Consolidação da Fileira de Petróleo e Gás para impulsionar a reposição de reservas e atenuar o declínio acentuado da produção de hidrocarbonetos.
Apontou ainda a implementação da estratégia de atribuição de concessões petrolíferas com 37 contratos celebrados, alguns dos quais já em actividade de prospecção. Os outros 27 estão em vias de aprovação e fruto desta situação, mantém em Angola grandes operadoras internacionais, bem como assiste-se ao regresso da empresa multinacional Shell e dos novos parceiros como a Petronas e a Qatar Energy.
Diamantino Azevedo falou, também, dos marcos alcançados entre 2020 e 2025, para a revitalização das pesquisas nas zonas das Bacias do Baixo Congo e do Kwanza, e perfuração do primeiro poço na Bacia Marítima do Namibe, perfazendo um total de mais de 30 poços desde 2019.
Indicou o início da produção nos Blocos 15/06, Bloco 17, Bloco 17/06 e dos poços do Grande Plutónio no Bloco 18. Segundo o ministro, estes projectos constituem acções essenciais para mitigar o declínio natural da produção, com o objectivo de assegurar níveis de produção superiores a 1 milhão de barris por dia até 2027.
Diamantino Azevedo disse que a escolha da província do Cunene para acolher o evento se deve ao reconhecimento crescente da região no contexto geológico e mineiro nacional.
A XI Reunião do Conselho Consultivo do MIREMPET abordou temas relacionados com o “Impacto do contrabando no sistema de distribuição de combustível”, “Implementação de projectos mineiros estruturantes em curso”, “Estratégias relativas à produção diamantífera”, “Medidas de mitigação adoptadas” e “Implementação da Bolsa de Diamantes, instrumento vital para a dinamização e regulação do mercado”.
Foi também debatida a implementação do Cadastro Mineiro Digital de Angola, como um marco tecnológico e administrativo, assim como o potencial mineiro de Angola, com destaque para a província do Cunene, e o incremento da contribuição do sector para o desenvolvimento regional e nacional.





