A directora para o Comércio e Indústria da De Beers, Feriel Zerouki, disse quarta-feira, em Luanda, que Angola é a Nação mais dinâmica no sector Diamantífero à escala mundial, em virtude das reformas implementadas no sector pelo Executivo, no sentido de garantir confiança aos investidores internacionais e parceiros.
A responsável discursava na abertura da Conferência Internacional de Minas de Angola (Angola International Mining Conference – sigla inglesa), subordinada ao tema “Angola: o Caminho Seguro para o Investimento Minerador Global”, tendo enaltecido o pragmatismo e visão do executivo em vésperas de celebrar o Jubileu da Independência Nacional.
Feriel Zerouki reiterou a confiança da De Beers no potencial das reservas diamantíferas no “Heartland” de Angola, tendo em conta os resultados até agora alcançados no domínio da prospecção, numa altura em que, segundo garantiu, 90 por cento do equipa de prospecção é constituída por quadros angolanos, estando para breve o ingresso de mais 150 trabalhadores na estrutura orgânica da maior companhia diamantífera mundial.
A gestora considerou uma das maiores conquistas desde o regresso ao país em 2024, a descoberta de uma depósitos de diamantes em Mukonda, província da Lunda-Sul, cujo potencial comercial ainda está por definir, mas com indicadores clarividente de que será fundamental para que, a médio prazo, o nível de produção nacional estimado em mais de 14 milhões de quilates em 2024 seja superado com grande margem.
“É, para nós, um orgulho testemunhar esta transformação que está a decorrer em Angola, pois o país está confiante quanto a um futuro melhor em resultado de reformas que espelha uma nação confiante, facto que permite atrair parceiros e a construir indústrias para empoderamento económico dos cidadãos. Este exemplo é uma prova de que a Independência Africana não terminou com a libertação, mas continua com o progresso, por meio de parcerias sólidas”, disse.
Feriel Zerouki, que também é a presidente do Conselho Mundial de Diamantes, sublinhou que, “decorridos 50 anos, Angola se afirma entre as nações mais dinâmicas e focadas no futuro”. Apontou que as reformas em curso fortaleceram a transparência e a governação, facto que abriu as portas para investidores responsáveis. “Estas reformas criaram um sector diamantífero de classe mundial, complacente com o potencial existente no subsolo”, notou.
A alta funcionária da De Beers recordou que o presidente executivo da companhia, Al Cook, considerou “um grande privilégio voltar a operar em Angola”, com as actuais condições e quadro regulatório, reiterando a ajuda do potencial do subsolo para conformar com as potencialidades na superfície terrestre.
O regresso da De Beers, recordou a engenheira, tem como fundamento o “Acordo de Luanda”, assinado em Junho do ano passado, liderado pelo ministro Diamantino Azevedo, junto dos ministros do Botswana, Namíbia, África do Sul e República Democrática do Congo e de organizações chaves do comércio, pois foi um marco que uniu nações produtoras em uma visão de promover os diamantes naturais por intermédio do Conselho de Diamantes.
Esforços na região
O Ministro das Minas e Recursos Minerais da República da Serra Leoa e presidente da Associação de Países Produtores de Diamantes , Julius Daniel Mattai, defendeu a união entre os países, no sentido de desbloquear as riquezas inerentes aos valor comercial dos minerais existentes no continente em benefício do bem-estar das nossas populações.
O governante sublinhou a esperança e a ambição como factores determinantes na caminhada que vai definir o legado global no sector diamantífero para as gerações vindouras, tendo salientado que os governos da Serra Leoa e de Angola já deram um passo importante ao abraçar o Processo Kimberley.





