A pirataria está a travar o crescimento das indústrias criativas em Angola, ao desincentivar a produção de conteúdos locais e fragilizar o emprego no sector cultural e audiovisual. O tema esteve em debate na formação promovida pela DStv Angola, onde o economista Fernandes Wanda, da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, destacou os riscos sociais e culturais associados à prática.
Segundo o investigador, o consumo de conteúdos piratas não se limita a uma questão de preço ou acesso, mas representa um obstáculo directo ao desenvolvimento da economia criativa nacional. “Se os conteúdos angolanos não são devidamente protegidos, os criadores deixam de ter estímulos para investir em novas produções. Com isso, perde a cultura, perde o emprego e perde a inovação”, afirmou Wanda.
O especialista acrescentou que o impacto da pirataria vai além das empresas de media, reflectindo-se na redução da diversidade cultural disponível e na limitação de oportunidades para jovens criadores. Por isso, apelou a uma maior consciencialização da sociedade sobre o consumo responsável de conteúdos, reforçando que “a pirataria não é apenas um crime de quem difunde, mas também de quem consome”.
A DStv Angola sublinhou que a iniciativa insere-se no esforço de apoiar a sustentabilidade das indústrias criativas e de sensibilizar os meios de comunicação para o papel que podem desempenhar na valorização da produção nacional.





