Angola propõe consórcio pan-africano para a estrutura accionista da De Beers

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Angola propôs à África do Sul, Namíbia e ao Botwswana a criação de um consórcio pan-africano para integrar a estrutura accionista da De Beers sem afectar a autonomia da empresa e a liderança no mercado diamantífero.

Um documento do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás a que o Jornal de Angola teve acesso, dá conta que o país apresentou uma proposta de aquisição de parte das acções da diamantífera, combinado com um convite a outros países africanos com histórico na exploração do minério.

Segundo o documento dirigido às redacções, o ministro Diamantino Pedro Azevedo defende uma visão de propriedade pan-africana liderada pela indústria.

“A República de Angola, por intermédio da sua empresa nacional de diamantes, ENDIAMA E.P., apresentou uma oferta totalmente financiada, com vista à aquisição de uma participação minoritária estratégica na De Beers. Esta iniciativa insere-se no processo de alienação global promovido pela Anglo American plc, cuja conclusão está prevista para o final do corrente ano”, lê-se.

O Governo angolano esclarece que a proposta submetida não visa o controlo maioritário da De Beers. Pelo contrário, explica, defende-se a constituição de um consórcio pan- africano, liderado pela indústria, que garanta a independência e a competitividade internacional da referida empresa.

“Angola acredita que o futuro da De Beers depende da sua continuidade como uma empresa global liderada pelo sector Privado”, afirmou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo.

A proposta angolana visa estabelecer uma parceria significativa entre Angola, Botswana, Namíbia e África do Sul, para garantir que nenhuma parte detenha domínio exclusivo e que a empresa possa evoluir como uma entidade comercial verdadeiramente internacional.

Proposta angolana

Para o efeito, Angola propôs um modelo de propriedade independente e diversificada, assegurando o crescimento sustentável e a longo prazo da De Beers. Também foi proposta uma parceria pan-africana, com convite formal ao Botswana, à Namíbia e à Africa do Sul para integrarem o projecto em posiçao de destaque. O país socorre-se ao histórico comprovado de crescimento, sendo Angola um dos maiores produtores mundiais de diamantes em 2024 e o único país a inaugurar uma nova mina de classe mundial nos últimos quinze anos. Ainda há o compromisso estratégico com o sector Diamantífero como pilar da economia nacional, dispondo de vários recursos potenciais de kimberlito por desenvolver.

De acordo com o documento publicado, a Endiama reafirma a disponibilidade para colaborar com governos e investidores privados, com o propósito de assegurar que a De Beers se mantenha como empresa comercialmente independente e competitiva à escala global.

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