A Sonangol reforçou a sua posição estratégica no sector petrolífero, assegurando direitos sobre 200 mil barris por dia, equivalentes a 18% da produção nacional, segundo revelou o PCA, Sebastião Gaspar Martins, durante a Angola Oil & Gas 2025.
No segmento directamente operado pela companhia, a produção média situa-se em 27 mil barris/dia, mas a participação em diversos blocos através de consórcios com multinacionais assegura-lhe uma fatia relevante do mercado. “É um nível razoável, embora a nossa ambição seja sempre aumentar. Isso depende de novos investimentos e da nossa capacidade financeira”, explicou o gestor.
A produção nacional ronda 1,1 milhão de barris por dia, colocando Angola como o segundo maior produtor da África Subsaariana, atrás da Nigéria.
A Sonangol, criada em 1976, desempenha um papel duplo: é operadora e parceira em blocos estratégicos, mas encontra-se em processo de reestruturação para concentrar-se nas actividades comerciais, deixando a função regulatória à ANPG.
Nos últimos anos, a petrolífera tem procurado aumentar a eficiência e atrair parcerias internacionais, num contexto de queda das reservas em blocos maduros. A aposta em novos projectos de exploração e na modernização da cadeia de valor visa consolidar a posição da Sonangol como motor da economia angolana.
A AOG 2025 é considerada a maior conferência de energia da África Subsariana, sendo palco privilegiado para anúncios estratégicos de investimento. Além da Sonangol, participam multinacionais como TotalEnergies, Azule Energy, Chevron, ExxonMobil e Equinor, reforçando o peso de Angola no mapa energético global.





