A produção de petróleo em Angola continua acima de 1 milhão de barris por dia, sustentada pelo arranque de novos projectos e descobertas relevantes em águas profundas, revelou o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, na Angola Oil & Gas 2025.
Desde a última edição da conferência, entraram em produção Agogo (Bloco 15/06), CLOV Fase 3 (Bloco 17), Begónia (Bloco 17/06) e o poço Plutónio (Bloco 18). Em paralelo, foram realizadas descobertas comerciais com mais de 80 milhões de barris de petróleo e 1 trilhão de pés cúbicos de gás em blocos estratégicos.
“Estamos a executar uma estratégia de mitigação do declínio natural da produção, com enfoque no desenvolvimento de campos maduros e no lançamento de novos projectos, como o Kaminho (Bloco 20/11), o primeiro desenvolvimento em águas profundas da Bacia do Kwanza”, afirmou Azevedo.
Desde 2016, Angola registava quedas anuais de até 15% na produção, devido ao esgotamento natural dos campos e à escassez de novos investimentos. A aposta em blocos offshore de grande potencial e no regime de produção incremental – que premia volumes adicionais em campos maduros – tem sido crucial para manter a produção acima do patamar simbólico de 1 milhão de barris/dia.
A AOG 2025 é a principal plataforma de debate energético da África subsaariana. A edição deste ano decorre em simultâneo com as celebrações dos 50 anos da independência de Angola, sublinhando a importância dos hidrocarbonetos como motor histórico do desenvolvimento nacional.





