A economia angolana registou um crescimento de 1,08% no segundo trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE). O desempenho, no entanto, foi marcado por sinais mistos: na passagem do primeiro para o segundo trimestre, e já com ajuste sazonal, verificou-se uma ligeira queda de 0,01%, evidenciando fragilidades no curto prazo.
O setor petrolífero, tradicional motor da economia, foi o principal responsável por travar o crescimento, com uma contração de 8,65% face ao período homólogo, resultante da redução de 10% na extração de petróleo bruto. Este desempenho retirou 1,87 pontos percentuais à variação global do PIB.
Apesar disso, o setor não petrolífero manteve uma trajectória robusta, crescendo 3,43%, o que sugere progressos na estratégia de diversificação económica.
Entre os sectores com maior contribuição positiva para o PIB destacam-se: Comércio e Reparação de Veículos, que avançou 6,5% e adicionou 0,82 pontos percentuais; Agropecuária e Silvicultura, com crescimento de 3,14% e contribuição de 0,60 pp, impulsionada pelo aumento da produção agrícola; Extração de Diamantes e Minerais Metálicos, que cresceu 6,79%, adicionando 0,17 pp; Serviços de Alojamento e Restauração, que registaram um crescimento expressivo de 7,99%.
Por outro lado, a Administração Pública, Defesa e Segurança Social Obrigatória caiu 1,5%, retirando 0,10 pp ao PIB, enquanto a Intermediação Financeira e de Seguros recuou 1,4%.
Em termos estruturais, os sectores com maior peso no PIB nominal foram: Agropecuária e Silvicultura (36,67%), Comércio (15,71%) e Extração e Refinação de Petróleo Bruto e Gás Natural (12,92%). O balanço confirma que Angola continua fortemente dependente do petróleo, mas a resiliência do setor não petrolífero abre margem para maior equilíbrio económico.





