Standard Bank de Angola já financiou 244 mil milhões de kwanzasao abrigo do Aviso N.º 10 do BNA

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O Banco financiou ainda três mil milhões de kwanzas em cumprimento do Aviso n.º 9

O Standard Bank de Angola (SBA) já financiou 340 contratos ao abrigo do Aviso N.º 10 do Banco Nacional de Angola (BNA), num total de 244 mil milhões de kwanzas, e 40 contratos em cumprimento do Aviso N.º 9, correspondentes a três mil milhões de kwanzas. Os dados foram avançados por Luís Teles, ontem, 28 de Agosto, durante o Angola Economic Forum (AEF), o maior evento económico do país, onde participou no painel subordinado ao tema ‘Instrumentos governamentais e do sector financeiro para o incentivo à economia nacional: desafios e oportunidades’.

“Além desses instrumentos do Executivo, que considero estarem a ter um impacto positivo, o Standard Bank tem tido outros instrumentos, que passam sobretudo pelo desenvolvimento de novos produtos. Temos hoje novos produtos de trade, como desconto de factura, financiamento de contratos e pagamentos de facturas, para as empresas prestadoras de serviço para o sector Oil & Gas”, referiu Luís Teles.

No âmbito da proposta de valor do SBA para o conteúdo local, nomeadamente no sector petrolífero, foram já financiados cerca de 10 mil milhões de kwanzas, estando neste momento também em análise mais de 10 mil milhões de kwanzas de operações.

O CEO do SBA destacou também o protocolo firmado com o INAPEM – Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas, que, entre outras acções, prevê a criação de programas de capacitação para os empresários com conhecimento prático e especializado, com o propósito de “apoiar os empresários e as micro, pequenas e médias empresas no acesso a crédito, no acesso a novos mercados e também na formação financeira”.

“Queremos ajudar os empresários a estarem melhor preparados para serem mais competitivos no mercado. Esta é apenas uma parte do trabalho que o Standard Bank tem vindo a fazer no sentido de poder ter uma oferta mais competitiva e poder ajudar a uma maior diversificação da economia angolana”, salientou Luís Teles, evidenciando ainda o Pacto com Impacto do Standard Bank, que visa aumentar os educadores financeiros no país, e que nos últimos meses impactou já mais de duas mil pessoas.

Sobre o papel da banca no financiamento da economia, o responsável considerou que “tem sido bastante positivo”. “Se analisarmos os dados partilhados pelo BNA, o crédito à economia tem vindo a crescer bastante. Este ano, até Junho, já cresceu acima de 30%. Portanto, os bancos têm tido um papel cada vez mais activo na promoção do crescimento económico através de um aumento do crédito.”

Durante o evento, Luís Teles abordou ainda aqueles que considera serem os cinco principais desafios enfrentados actualmente em Angola. “O primeiro é o facto de termos uma economia excessivamente dependente do petróleo, o que causa vulnerabilidade a choques externos. De acordo com os dados do primeiro trimestre de 2025, o petróleo representa cerca de 20% do PIB de Angola. Além disso, o investimento directo estrangeiro em Angola fora do sector petrolífero é praticamente nulo.”

O terceiro desafio, segundo o CEO, passa pela necessidade de haver um choque positivo na oferta de bens e serviços. “Andamos a discutir que é preciso aumentar a produção nacional, especialmente de bens alimentares, e portanto temos que aumentar a oferta.Temos efectivamente vários fundos e vários planos implementados, e verificamos um aumento da oferta e da produção nacional. Mas não é no ritmo que queremos e desejamos.”

“Como quarto desafio temos a diversificação da economia, cuja motivação não deve ser apenas a redução das importações, mas essencialmente as exportações. Temos de ter uma economia diversificada pelas exportações. Isso é fundamental para Angola. Porque o país precisa de ter capacidade de originar divisas fora do sector petrolífero e, como sabemos, as exportações vão originar divisas.”

Por fim, Luís Teles apontou como o desafio “mais importante de todos” a necessidade de Angola ter uma dívida pública baixa e sustentável. “O rácio do serviço da dívida versus receitas fiscais está na ordem dos 100%. Isso significa que grande parte dos recursos fiscais originados pelo Estado estão, neste momento, alocados ao serviço da dívida. Algo que vai continuar nos próximos anos”, alertou.

O Fórum Económico de Angola (AEF) fundou-se como o principal evento económico do país, tornando-se numa plataforma-chave e única para o diálogo entre os sectores público e privado, com o objectivo de identificar os desafios fundamentais e debater sobre as políticas prioritárias para a economia nacional.

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