Processo de recuperação das infra-estruturas teve início em Luanda, onde se diz que a rede registou alguma melhoria e tenta resgatar clientes com nova estratégia e marketing.
A entrada da multinacional egípcia Elsewedy Electric na estrutura accionista da operadora Movicel é já uma realidade consumada, resultado de uma operação iniciada em 2024 e que contou com a intervenção directa do Presidente da República. A transacção, segundo avançou o Valor Económico, foi formalizada no final do ano passado, num acordo avaliado em 400 milhões de dólares, a serem investidos de forma faseada.
Com esta operação, a Elsewedy Electric passou a deter mais de 60% do capital da Movicel, tornando-se accionista maioritária após a diluição das participações do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e da Angola Telecom.
A operadora enfrenta agora a fase decisiva de reestruturação, após um período marcado por graves dificuldades financeiras e técnicas, que resultaram na perda de mais de 1,4 milhões de clientes, encerramento de agências e acumulação de dívidas junto de trabalhadores e fornecedores.
De acordo com o mais recente relatório do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), a Movicel perdeu mais de 60% da sua base de clientes, tendo sido ultrapassada pela Africell, que ocupa actualmente o segundo lugar no ranking nacional das operadoras móveis.
A nova estrutura accionista e o plano de investimento da Elsewedy Electric visam reerguer a Movicel, recuperar a confiança do mercado e reposicionar a marca no sector das telecomunicações, num contexto de crescente competitividade e exigência tecnológica.





