Veterano não foi convocado para o Afrobasket 2025, mas esteve na bancada a apoiar e foi reconhecido pela nova geração da selecção.
A selecção sénior masculina de basquetebol de Angola voltou a fazer história ao conquistar, pela 12.ª vez, o Afrobasket, reafirmando o estatuto de potência continental da modalidade. No entanto, a noite da final ficou também marcada por um gesto de grande simbolismo: a homenagem ao veterano Carlos Morais, uma das figuras mais emblemáticas da história do basquetebol nacional.
Embora não tenha sido convocado para esta edição da competição, Morais esteve na bancada a apoiar os colegas e foi surpreendido no final por uma homenagem conduzida por Bruno Fernando, rapidamente seguida por toda a equipa campeã africana. O gesto emocionou os adeptos e simbolizou o reconhecimento de uma geração a outra.
A homenagem representa a passagem de testemunho a uma nova geração de basquetebolistas, que assegura a continuidade da hegemonia angolana em África, agora coroada com o 12.º título continental.
Percurso e Palmarés
Natural de Luanda, Carlos Morais iniciou a carreira no Petro de Luanda, clube onde se afirmou como um dos maiores talentos do basquetebol nacional. Representou também o Recreativo do Libolo e teve experiências internacionais, incluindo passagem pela NBA (Toronto Raptors) e pelo Sport Lisboa e Benfica, em Portugal.
Pela selecção nacional conquistou quatro títulos do Afrobasket (2005, 2007, 2009 e 2013), disputou dois Jogos Olímpicos (Pequim 2008 e Londres 2012) e participou em várias edições do Campeonato do Mundo de Basquetebol.
Distinguido múltiplas vezes como MVP do campeonato nacional, é reconhecido pela sua qualidade ofensiva, liderança e capacidade de decidir em momentos cruciais.





