Barragem de Caculo Cabaça gera energia eléctrica a partir de 2027

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A primeira turbina do Aproveitamento Hidroeléctrico da Barragem de Caculo Cabaça, na comuna de São Pedro da Quibamba, município de Cambambe, província do Cuanza-Norte, entra em funcionamento apenas em 2027, sem data exacta definida e não em Outubro de 2026, como estava prevista, devido ao atraso nos pagamentos, declarou, no sábado, o ministro da Energia e Águas.

João Baptista Borges fez estas afirmações no fim de uma visita de constatação do andamento das obras da barragem.

O titular admitiu problemas no fluxo de desembolsos que atrasaram o cronograma do projecto, mas destacou que a maioria das pendências financeiras foram já resolvidas.

O ministro acrescentou que as obras de execução física do projecto encontra-se, neste momento, na ordem de 34 por cento, incluindo, escavações avançadas, túneis e casa de máquinas em fase final, enquanto que os pagamentos rondam já os 26 por cento.

Para acelerar o andamento da empreitada, o ministro garantiu que até nos próximos seis meses, além dos actuais 3.300 trabalhadores, vão ser contratados mais 2 mil funcionários angolanos, elevando a 5.500 empregos directos e indirectos.

De acordo com o dirigente, este projeto é um dos maiores geradores de emprego no país, com trabalhadores do Cuanza-Norte e demais províncias, que além de renda, oferece qualificação profissional para os jovens.

“A aceleração das obras depende agora da mobilização de recursos humanos e da superação dos gargalos na betonagem”, considerou.

Segundo o responsável, apesar dos desafios, o Governo e as empresas mantém o compromisso de concluir a hidroeléctrica, essencial para ampliar a capacidade energética nacional.

Descreveu que o projecto conta com quatro principais actores, China Gezhouba Group Corporation (CGGC) empreiteira geral, Voith Hydro (Alemanha), fornecedora de turbinas, geradores e equipamentos eletromecânicos, COBA(Portugal), responsável pelo projeto de engenharia e a Consórcio AIBC, fiscalização das obras.

O financiamento é tripartido, China, que financia a construção civil, a Alemanha cobre os equipamentos e montagem eletromecânica e o Tesouro Nacional de Angola que financia a fiscalização e projectos. 

Características da barragem     

Orçada em mais de cinco mil milhões de dólares, a barragem é do estilo gravitacional, feita através de betão compactado com cilindro, com 553 metros de comprimento, 103 de altura e nove de largura de coroamento.

Tem um caudal de dimensionamento de 1.020 metros cúbicos por segundo e vai gerar 2.172 megawatts de potência.     

Terá cinco turbinas mecânicas, cada uma delas com capacidade de gerar 530 megawatts, além de uma outra de índole ecológica de 52 megawatts.

A nível da sua estrutura, a barragem vai ter ainda duas subestações que vão gerar mais de 600 megawatts.

O desvio do rio é feito através de dois túneis de secção transversal de ferradura de 14,4 por 14,4, onde um deles vai ter um total de 412 metros e outro com de 353, totalmente concluídos. 

A barragem vai contar ainda com uma central ecológica, a ser implementada de forma a jusante, na margem esquerda que vai ter uma capacidade de 52 megawatts.

O primeiro túnel vai ter uma extensão de 5.113 metros e o segundo está a ser projectado com um espaço de 5.162, cuja função vai ser a devolução das águas saídas das turbinas para o rio, num percurso de 10 quilómetros.

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