Solução para uma maior inclusão da população nos serviços do sistema financeiro angolano passa pela aposta nas Fintechs e melhoria da qualidade da internet, observa PCA da EMIS, José de Matos
O Presidente do Comselho de Administração da EMIS (Empresa Interbancária de Serviços, S.A), José Gualberto de Matos, avançou que os serviços de fintech são uma das soluções mais viáveis para aproximar a população às instituições bancárias, atendendo sobretudo a simplicidade deste processo.
“A sistema das fintechs evoluiu muito em Angola se comparado a 15 anos atrás. Temos hoje muitos bancos, ATMs, ou seja, a tecnologia está bastante integrada actualmente. Porém, precisamos ter uma melhor cobertura de internet, especialmente no interior do país, para que os serviços possibilitados pelas fintechs possam chegar a mais pessoas”, considerou José Matos.
Para o responsável da principal empresa encarregada da gestão da rede Multicaixa e da Câmara de Compensação Automatizada de Angola, entre outros sistemas, a Lei de Sistemas Alternativos de Pagamentos constitui um passo significativo, mas alerta para maior incentivo aos “players” do sector.
“As soluções de pagamentos móveis ainda não é uma realidade nas zonas rurais por conta da questão da internet, razão pela qual deve se trabalhar nisso, bem como no incentivo as operadoras móveis de modos a dar uma nova dinâmica e reduzir a taxa de inclusão fonanceira no país que neeta altura encontra-se na cifra dos 37%, o que revela que grande parte da população ainda não está servido com serviços financeiros”, apontou, acrescentando que as fintechs são importantes neste contexto para “fechar” estas lacunas.
Especialista em tecnologia e mestre em Administração de empresas, José Matos teceu estas considerações durante sua preleção inaugural com o tema “O futuro das finanças e tecnologia em Angola” na 1.ª Conferência de Fintech realizada pelo Centro de Inovação Social e Incubação da Universidade Católica de Angola (UCAN) na última quinta-feira, 7 de agosto, em Luanda.





