Angola e ONU projectam abertura da Academia Angolana de Turismo

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O secretário de Estado para o Turismo apontou a implementação imediata dos Memorandos de Entendimento, entre Angola e a ONU Turismo, que prevêem a capacitação de quadros para abertura da primeira Academia de Formação de Turismo, certificada pela Organização das Nações Unidas e a melhoria dos dados estatísticos entre as acções prementes do sector com vista ao crescimento económico.

Augusto Laurindo Kalikemala prestou estas declarações aos jornalistas em forma de balanço do II Congresso Ministerial da ONU sobre Turismo e Transporte Aéreo em África, que Luanda acolheu recentemente e que culminou com a subscrição, pelos ministros dos Estados representados, da Declaração de Luanda, consubstanciada em um apelo ao cumprimento das decisões políticas tomadas.

O governante começou por enaltecer o sucesso do certame, ao recordar que o ministério de tutela continuará focado na realização de eventos que contribuem para a promoção do país e atracção de investimento, tendo lembrado que esta metodologia permitiu trazer para Angola importantes cadeias hoteleiras de renome internacional, tal como a Hilton e Marriott, que efectuam a tramitação final para abertura das suas unidades hoteleiras no país.

A criação de infra-estruturas de elevado padrão, na óptica do secretário de Estado, constitui uma das premissas para que o continente africano possa ser um destino turístico relevante, razão pela qual cada Estado deve accionar os seus mecanismos internos em conformidade com a Declaração de Luanda, sem descurar das acções conjuntas em busca de benefícios recíprocos.

“É necessário buscar financiamentos conjuntos para as infra-estruturas, o grande desafio da digitalização, a adopção da tecnologia como mecanismo para facilitar a mobilidade entre os países africanos, facilitar a migração, políticas de isenção de vistos. Isto requer a implementação de um “framework” financeiro e de infra-estruturas que sejam transversais para vários países africanos”, disse.

Augusto Laurindo Kalikemala tomou como exemplo o facto de Angola estar a criar infra-estruturas à dimensão do Aeroporto Dr. António Agostinho Neto, o Corredor do Lobito, entre outros, cujos benefícios, segundo frisou, “não se restringem para Angola, mas para o continente de um modo geral”.

O secretário de Estado revelou que o Executivo tem trabalhado em estreita colaboração com a ONU Turismo, de maneira que a assinatura dos memorandos simbolize a implementação imediata de acções tendentes à melhoria dos dados estatísticos do turismo em Angola e a capacitação de quadros nacionais para a criação da Academia de Formação e Turismo.

Turismo de negócios

O Ministério do Turismo prevê realizar vários eventos internacionais no quadro da sua estratégia de promoção do turismo de negócios e atracção de novos investidores no sector da Hotelaria e Turismo, fez saber o secretário de Estado.

Augusto Laurindo Kalikemala acredita que esta seja uma das formas mais eficazes de divulgar o bom ambiente de negócios, uma vez que, na sua opinião, as pessoas vêm para cá participar em feiras, conferências e outros tipos de eventos, nos quais são feitos negócios, mas também há a componente do lazer.

O objectivo, enfatizou o secretário de Estado, não é apenas termos centros de negócio, tal como Luanda, que hoje representa um grande centro de negócios em África, mas é preciso transformar esses negócios num local onde também se pode fazer o lazer e o turismo de negócios tem essa potencialidade.

“O nosso ministério faz a promoção do país e do investimento, fizemos o trabalho de campo e trouxemos as cadeias hoteleiras internacionais, mostrámos o potencial de Angola, mas agora temos de fazer um trabalho conjunto com os empresários privados e essas cadeias para que se concretizem as intenções de negócios”, garantiu.

Ao concluir, reiterou que “cada país tem de accionar os mecanismos internos para fazer a adopção das Declaração de Luanda”, porque quanto mais abertos ao turismo e ao transporte aéreo, todos os países mais prosperam. É preciso trabalharmos em iniciativas conjuntas no domínio dos transportes, da promoção de África como um destino turístico e facilitar a mobilidade entre os países”.

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