Com mais de quatro décadas de experiência, o Grupo VIP Hotels, de origem portuguesa e moçambicana, afirma-se como uma referência no sector turístico de Moçambique. Com quatro unidades hoteleiras nas cidades de Maputo, Beira e Tete, o grupo oferece 660 quartos e uma gama completa de serviços, mantendo o foco na qualidade, conforto e responsabilidade social. A liderança de Dado Gulamhussen, figura activa no turismo nacional, tem sido determinante na expansão da marca, que acolhe também clientes angolanos e aposta fortemente na formação da mão-de-obra local. Acompanhe a seguir a conversa que mantemos vemos com Dado Gulamhussen:
Faça uma breve apresentação do VIP Hotels Group
O Grupo VIP Hotels é uma cadeia hoteleira de portuguesa e de origem moçambicana com mais de quatro décadas de experiência, que se estabeleceu em Moçambique no início dos anos 2000. Com uma visão assente na hospitalidade de excelência, no compromisso com o desenvolvimento local e na valorização do talento nacional, o grupo consolidou-se como uma referência no setor turístico moçambicano, operando em diversas províncias do país com foco na qualidade de serviço, conforto e responsabilidade social.
Quantas unidades têm a nível de Moçambique?
Atualmente, o Grupo VIP conta com quatro unidades hoteleiras em Moçambique, localizadas nas cidades de Maputo, Beira e Tete. Estas unidades totalizam cerca de 660 quartos e oferecem uma gama completa de serviços, incluindo alojamento, eventos corporativos, conferências, casamentos, restauração e turismo de lazer.

Estão focados em Moçambique ou têm alguma unidade fora do país? Onde e quantos?
O Grupo nasceu em Portugal, onde mantém ainda hoje presença. A marca tem vindo a crescer de forma sustentada com foco no mercado lusófono, nomeadamente em Angola e Moçambique , onde se encontra a maior operação em termos de número de unidades e impacto no mercado. O plano de expansão contempla novas geografias, sempre com base numa análise estratégica e alinhada com os valores da marca.
Os vossos clientes incluem angolanos? Se a resposta for sim, o que eles mais procuram?
Sim, temos tido o privilégio de receber muitos clientes provenientes de Angola. São, na sua maioria, viajantes de negócios, membros de delegações oficiais, empresários e profissionais liberais.Procuram sobretudo conforto, discrição, localização estratégica, bom serviço de restauração e espaços bem equipados para reuniões e encontros corporativos. Moçambique e Angola partilham laços culturais e linguísticos fortes, o que facilita essa proximidade e fidelização.

O que diferencia as vossas unidades das demais?
A nossa diferenciação assenta em três pilares: atendimento personalizado, experiência acumulada no mercado local e compromisso com a qualidade. Somos uma cadeia familiar que conhece bem o contexto moçambicano, investe na formação contínua dos seus colaboradores e está profundamente enraizada nas comunidades onde opera. Temos ainda uma forte aposta em parcerias com fornecedores locais e promovemos iniciativas culturais e sociais como forma de devolver valor à sociedade.
Com as situações políticas e sociais que assolam Moçambique e o resto de África, a indústria do turismo tem vindo a sofrer. Como é que vocês estão a conseguir manter-se mesmo com cenários desta natureza?
Reconhecemos que o setor enfrenta desafios estruturais — desde limitações cambiais, passando pela insegurança em algumas regiões, até às flutuações económicas globais. Contudo, temos procurado manter uma abordagem resiliente e estratégica. Apostamos na diversificação da oferta, na digitalização de processos, na qualificação de equipas e no fortalecimento de parcerias com os setores público e privado. Continuamos a investir porque acreditamos no potencial transformador do turismo para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.

Quanto à vossa mão-de-obra, é toda nacional? Como vêem a mão-de-obra nacional a nível de qualificação?
Mais de 95% da nossa força de trabalho é moçambicana. Acreditamos no talento nacional e investimos fortemente na sua formação e desenvolvimento. Naturalmente, ainda existem desafios em termos de qualificação técnica e domínio de línguas estrangeiras, mas temos assistido a uma evolução notável nas últimas décadas. Temos orgulho em ver antigos estagiários tornarem-se gestores de unidade e exemplos de liderança no setor.

O Grupo VIP tem estado igualmente empenhado em valorizar a cultura, a arte e o desporto nacionais, integrando essas dimensões na sua visão de turismo sustentável e inclusivo. Acreditamos que o turismo deve ser um motor não só económico, mas também cultural e social, capaz de fortalecer comunidades e criar um legado positivo para as futuras gerações.

Curta biografia do nosso entrevistado
Dado Gulamhussen, mais conhecido por Dado, nasceu em Pemba, cresceu em Maputo formou-se na Índia e é hoje um dos rostos mais activos do setor do turismo e da hotelaria em Moçambique. Licenciado em Administração de Empresas e com experiência internacional, lidera há cerca de duas décadas a expansão e consolidação do Grupo VIP Hotels em Moçambique. Participa em diversas plataformas de diálogo económico, incluindo a CTA – Confederação das Associações Económicas, a CE-CPLP entre outras e defende o turismo como um pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável do país.




