A produção nacional de diamantes em 2024 ultrapassou os 14 milhões de quilates, o maior desempenho já registado no sector interno, informou esta quinta-feira, em Luanda, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
Em declarações à imprensa, no decurso do lançamento da terceira edição da Conferência Internacional de Minas de Angola 2025, a decorrer nos dias 22 e 23 de Outubro próximo, em Luanda, o responsável pelo sector disse que “a produção diamantífera em 2024 atingiu as metas previstas para este mandato.”
Embora não tenha adiantado os reflexos financeiros correspondentes a esta produção, referiu que o preço médio por quilate caiu cerca de quatro por cento nos mercados internacionais de diamantes, motivado principalmente pelos excedentes e pela vaga de diamantes sintéticos. Em 2023, a produção nacional de diamantes rondou os oito milhões de quilates.
O ministro Diamantino Azevedo acrescentou que a produção interna de diamantes tem contribuído para a dinamização do sector e para a criação de empregos.
Indagado sobre os relatos de uma possível redução de pessoal no projecto diamantífero Catoca, na Lunda Sul, disse que a indústria diamantífera é parte da economia global e “manté-la activa exige a tomada de algumas medidas.”
“O sector dos diamantes é uma indústria como qualquer outra. A indústria extractiva é volátil, não controlamos os preços. Se, por algum acaso, surgir situações que obriguem a tomada de algumas medidas, elas serão tomadas para garantir a sobrevivência desta empresa”, salientou.
A terceira edição da Conferência Internacional de Minas de Angola 2025 contará com a participação de mil delegados provenientes da República Democrática do Congo, Botswana, Namíbia, África do Sul, Estados Unidos da América, China, Índia, Bélgica e Austrália.





