Prorrogação da adenda de exploração do Bloco 15 vai render 3 mil milhões de dólares ao Estado angolano até 2037

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Administrador Executivo da ANPG classifica projecção como “excelente”, atendendo a contínua e elevada dependência do petróleo na sustentabilidade da economia nacional

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), celebrou nesta quinta-feira, 10 de julho, em Luanda, a extensão da adenda do Acordo de Partilha de Produção (PSA) com as parceiras do Bloco 15, prolongando oficialmente a vida útil do bloco não mais até 2032 como previsto, mas sim 2037.

Alcides Andrade, Administrador Executivo da ANPG, em nome do Conselho de Administração da concessionária nacional, falou dos potenciais benefícios do prolongamento da adenda, olhando mais especificamente para os ganhos de investimento e aumento das reservas petrolíferas. “Este processo de negociação espera trazer como benefícios o aumento de investimento neste bloco em cerca de 3 mil milhões de dólares, o aumento das reservas em cerca de 200 milhões de barris, bem como as receitas para o Estado a dobrar”, disse Alcides Andrade, classificando os números como “excelente notícia” atendendo o facto de que “o país ainda é totalmente dependente do petróleo”.

Além da extensão do tempo de vida útil das instalações e produção futura de 2032 para 2037 e dos possíveis benefícios económicos, o acordo prevê também, sob iniciativa da ANPG, um valor de aproximadamente 40 milhões de dólares em apoio a projectos sociais como construção de escolas e atribuição de bolsas de estudo a jovens angolanos, conforme reforçou Fernando Pegado, Director das Relações Públicas da ExoonMobil.

A cerimónia de assinatura que, em suma, visa assegurar a continuidade da produção petrolífera, potenciar novos investimentos tecnológicos e optimizar a recuperação dos recursos remanescentes do Bloco 15 num contexto de crescente aposta na eficiência e transição energética, contou com a participação das entidades signatárias, nomeadamente ANPG (Concessionária Nacional), ExxonMobil, Azule Energy, Equinor e Sonangol Exploração & Produção (empreiteiras), sob presença do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.

“O acordo de hoje representa não apenas a extensão da produção, mas da celebração de um relacionamento memorável entre nossas empresas, o Governo de Angola, parceiros e o povo angolano. O Bloco 15 tem sido um modelo de operação por mais de 30 anos. Portanto, devemos estar orgulhosos do que conquistamos e do que iremos conquistar nos próximos anos. Juntos vamos escrever o próximo capítulo do legado do Bloco 15 e contribuir no futuro energético e no desenvolvimento económico de Angola”, discursou Eng. Katrina Fisher, Directora Geral da ExonMobil Angola, em nome das empreiteiras.

Desde a assinatura do contrato de partilha de produção do Bloco 15, em 1994, e da sua operacionalização em 2003, o bloco já produziu mais de 2,6 mil milhões de barris de petróleo, sendo que também nele já foram investidos mais de 47 mil milhões de dólares.

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