Tarifas da energia e água sobem 11,5% e 30% a partir de junho

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Responsável afirma que medida visa modernizar e ampliar infraestruturas do sector

As tarifas da electricidade e água vão sofrer um aumento de 11,5% e 30%, respectivamente, a partir de 8 de junho do corrente ano, conforme anunciado pelo Instituto Regulador dos Serviços de Electricidade e Água (IRSEA) através dos despachos n.⁰ 3131/25 e 3133/25 de 5 de maio, publicados em Diário da República, n.⁰ 80, II Série, nesta sexta-feira, 9 de maio.

Com este aumento, a tarifa de energia passa de 12,80 para 14,27 Kwanzas por quilowatt-hora (kWh), ao passo que a água chega aos 780 Kwanzas por metro-cúbico (m³). Segundo José Quarta, Administrador do Instituto Regulador dos Serviços de Electricidade e Água, a medida surge em função da necessidade de mais investimentos no sector.

“A tarifa ora aprovada fará cobertura, a princípio, das despesas ou encargos de operação do sistema”, disse o responsável durante o “Fórum sobre Energia e Ambiente” realizado pelo Jornal Expansão nesta sexta-feira (09.05) no Hotel Intercontinental, em Luanda, tendo admitindo ainda que o incremento das tarifas será gradual, mas que tal não significa melhoria na qualidade dos serviços.

“Este é um processo que deverá ter continuidade. Porém, a situação das tarifas, em si, não é a única para a qualidade; para o desenvolvimento; para o equilíbrio do sistema. Para além da tarifa, quer do lado do consumidor, quer do provedor, para que a tarifa exerça sua função de sustentabilidade e garante dos serviços com qualidade, há determinados pressupostos que devem ser tomados em conta, nomeadamente a melhoria da comunicação, redução das perdas técnicas e comerciais, assim como alargar a base dos investimentos na distribuição”, continuou José Quarta.

As novas tarifas, inseridas no ciclo tarifário do período 2025-2028, são as primeiras do processo após “interregno de cerca de 5 anos sem ajustamentos nas tarifas”, assinalou José Quarta, tomada com referência à dinâmica económica actual, procurando por outro lado minimizar o impacto nas famílias e demais agentes económicos mantendo o Estado parte dos subsídios.

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