O Conselho de Administração do Banco Sol reagiu esta quarta-feira a notícias que comparam a situação financeira da instituição a um “paciente em estado vegetativo” e sugerem um resgate financiado por contribuintes. Em comunicado oficial, a direcção do banco garantiu que “em absolutamente nenhum cenário” está em causa a continuidade do negócio, a segurança dos depósitos ou a capacidade de prestação de serviços, classificando as informações como “divulgação irresponsável” de dados confidenciais.
Segundo o Banco Sol, o actual Conselho de Administração, em funções desde Abril de 2024, realizou um diagnóstico detalhado da situação económica, financeira e patrimonial da instituição. Com base nessa análise, foi submetido ao Banco Nacional de Angola (BNA) um documento com medidas para “alinhar a organização e processos com exigências regulamentares e melhores práticas internacionais”, além de reforçar a base de capital face a “riscos identificados”.
O plano, já aprovado pelos accionistas, está em discussão com o BNA para definição final de um “Plano de Recapitalização e Reestruturação”. A instituição sublinhou que o processo visa assegurar a sustentabilidade do banco, negando qualquer cenário de intervenção emergencial que ponha em causa a estabilidade operacional.
A resposta surge após notícias que associaram o Banco Sol à Facilidade de Assistência Emergencial de Liquidez do BNA, mecanismo reservado a crises sistémicas. O banco, porém, insiste que as medidas em curso são preventivas e estruturais, não emergenciais, garantindo que os depósitos estão protegidos e os serviços bancários mantêm a “qualidade exigível”.
A polémica ocorre num momento sensível para o sistema financeiro angolano, com o BNA a reforçar a supervisão de instituições de importância sistémica. O Banco Sol, fundado em 2002, é um dos maiores do país, com mais de 50 agências e participação em sectores estratégicos como energia e construção.
