Camionistas angolanos ameaçam nova paralização no transporte de mercadorias para a RDC

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Transportadores angolanos de marcadorias que operam para a República Democrática do Congo ameaçam uma segunda paralização dos seus serviços se permancerem as grandes disparidades nas tarifas cobradas na fronteiras entre os dois paises

Os transportadores dizem sentir-se desprotegidos pelas autoridades angolanas, quando o governo diz estar atento à situação, tendo garantido estar em vista aprovação de um memorando que irá exigir a observância do princípio da reciprocidade nas tarifas aplicadas.

A região do Luvu, das poucas zonas fronteiriças com a República Democrática Congo, diariamente registam-se entradas e saídas de várias toneladas de produtos diversos, inclusive o contrabando de combustível revelam as autoridades.

No entanto, desde o início deste ano, que camionistas angolanos, que operam naquele pais, tem estado a reivindicar por um tratamento diferenciado, sobretudo na aplicação das taxas aduaneiras.

Januário Costa, por exemplo, há décadas no transporte de mercadorias neste troço, considera inaceitável a discrepância nas taxas aduaneira, se comparado com àquilo que os congoleses pagam para entrar em solo angolano.

“Para a travessaa são precisos 4.500 dólares americanos (cobrados pelo Congo Democrático), já do lado de lá para cá apenas 50 dólares’, disse des revendo essa situação de uma “idsparidade enorme”.

A situação tem se revelado insustentável, porém vários apelos já foram feitos às autoridades, mas sem qualquer reação, adianta o presidente da Associação de Transportadores de Mercadorias de Angola (ATROMA), antónio NetoNeto, antevê também uma nova paralização geral, caso a situação não melhore.” Há três meses que aguardamos a tal medida de reciprocidade e até agora nada vem das autoridades”, lamentou.

Em janeiro último, os transportadores já haviam sido obrigados a paralisar os serviços, com prejuízos incalculáveis quer para os operadores, assim como, de um modo geral para economia angolana.Em resposta, o titular da pasta dos Transportes, Ricardo de Abreu, fala num memorando para exigir reciprocidade, mas não avança um horizonte temporal.” Temos um acordo elaborado em fase de consulta interministerial, logo ue terminar esta fase será implementado fazendo valer o poder das autoridades, disseOs dois países partilham 2.511 quilómetros de fronteira comum e fazem parte de várias organizações regionais, com destaque para a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

As trocas comerciais entre Angola e a RDC, só em 2022, registavam crescimento na ordem dos 46 milhões de dólares para mais de 100 milhões de dólares.As autoridades reconhecerem existir muitas transacções que ainda não estão capturadas no sistema estatístico.

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